Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Sofrimento

Sofrimento!

Quem és tu?

Uma simples palavra?

Ou mais do que isso?


Diz – me! Responde – me!

Seremos meros alvos de infortúnio?

Teremos a porta sempre aberta ao azar?

Não! Eu não acredito!


Na realidade, andamos enganados…

Porque… não acreditamos em NÓS!!!

Esta é a verdadeira razão por que

Julgamos sofrer TANTO!


Será justo existir sofrimento?

Sofrermos MESMO?


Acordarmos, tantas vezes, felizes.

Sim, sentimos o dia resplandecente,

Magnífico até…

MAS NUNCA

Afastamos aquele maldito pressentimento

De que algo trágico vai suceder

Que nos arruinará o tal dia

Que parecia ma – ra – vi - lho - so!


Serei só eu assim?

Por que não afasto tamanho pessimismo?

Deixa – me ser feliz…


Eu só sei que bastou aquela vez,

Aquele dia em que tanto sofri

Para desejar NUNCA mais sofrer.

NÃO QUERO! MAIS, NÃO!

Marta (10º B)

O angustiante espelho negro…

Num dia, adormeci, mas renasci…
O príncipe chegou e por ali ficou.
Com um sorriso humilde, saudou-me
E foi assim que, naquele instante, me hipnotizou.


Confesso que deixei de ver o sol e a lua,
A noite e o dia.
Só via… o meu novo príncipe.
Este encantava-me
E eu, fascinada, só lhe sorria.


O mundo evoluiu, cresceu…
As pessoas iam e vinham…
As emoções apareciam e desvaneciam…
E o meu coração renasceu!


O amanhã chegava e eu ao espelho olhava:
Menina bonita e o príncipe encantado.
Os dias passavam e a vida continuava…
Para ela, ele era o seu espelho,
Embora repleto de veneno.


A rapariga cresceu e criança deixou de ser,
Mas semeou o medo que germinou,
não dando por nada…
Permitia que tudo acontecesse
Até que, um dia, tudo mudou...


Num dia acordei, mas morri…
Olhei em redor, mas o príncipe não apareceu.
Desvaneceu o brilho do olhar e a lágrima escorreu.
Parei naquele instante e permaneci presa ao tempo!


O escuro surgiu.
A luz desapareceu...
Tão escondida e pequenina estava, agora!
Sozinha, sem nada,
Consumida pela dor…


Largou as amarras do amor,
Revestiu as peles da revolta
E assim, por causa da imensa dor,
Reencontrou-se e modificou.


O medo fugiu, assim como as inseguranças.
Surgiu apenas a revolta e o sofrimento.
Desconfiava de tudo…
E, no fim, concluiu…
O mundo tornou-se o seu espelho negro.
Seu e único!


Daniela Henriques Santos

Para ti… mãe!

Mãe!...

Escuta-me!

Explica-me, agora, o segredo que fingi saber,

Aquele em que, inconscientemente, me envolvi,

Por ti…


Tantos momentos em que não tive NINGUÉM,

Tantos momentos em que não te tive,

Perseguindo-me a dúvida e o medo.


Ainda sinto a tempestade na minha vida…

Afinal, que enigma me consome

No meu coração de filho?


Mãe, preciso de ti! Ampara-me!

Sozinho, não! Não conseguirei sem ti…


Sinto-me sufocado

Ao esperar que me entendam.


As palavras que não disse com medo de sofrer,

As noites em que mal dormi,

As mágoas que me devoraram,

Sem NINGUÉM perceber!


Com a tua perda, tive de aprender…

Não a falar, nem a escrever,

Mas a percorrer trajetos tão sinuosos,

nesta minha vida tão ingrata.


Passaram-se anos e sem ti continuei.

Vivi dramas, angústias, paixões e tormentos,

Mas em ti sempre pensei

E nada poderia ser diferente…


E ainda hoje me pergunto

Sobre o enigma que te coloquei.

Será que serei forte?

Será que aguentarei?


Não sei, aliás, nada sei!

Só uma coisa não olvido:

A tua presença na minha vida,

Até ao fim…


Hoje, já com esperança,

Acredito que…

Sobreviverei, por ti!


Miguel Lopes

Poema escrito pela alma

Vou procurando emoções e sentimentos,
Rasurando linhas atrás de linhas
Procuro em todos os lugares e momentos
Mas apenas encontro emoções que parecem não ser minhas


Vou ao mais profundo do nada,
Procurar aquilo que ainda está por encontrar
Acompanhado por minha alma nua e calada
Que me obriga a percorrer um caminho, que parece não terminar


Sinto-me perseguido por uma nuvem cinzenta
Que paira sobre mim e, ao mesmo tempo, me tapa a visão
Olho para dentro de mim e encontro uma sebenta
E em cada página riscada, existe um rascunho de uma emoção


Todos estes rascunhos parecem formar um poema
Com emoções fortes e outras que talvez tenha vivido
Leio-o em voz alta, transformando-o num fonema
Que me faz viajar para longe de qualquer sentido


Tudo isto foi o que a minha alma me mostrou
É isto que ela guarda e que é meu.
Ao mesmo tempo que tento perceber quem realmente sou
Vou transcrevendo o poema que a minha alma escreveu.


Rúben Fernandes 12º A

Memórias de um romântico amnésico



De tudo ainda não me consigo recordar,

Da pessoa que nunca esquecerei

Nem sei me mais algum dia me voltará a amar,

Nem se mais algum dia a olharei.


Não me lembro da cor daqueles olhos que me fitavam

Nem mesmo do tamanho dos cabelos ou da sua cor

Porque quando os meus olhos a admiravam

Apenas conseguiam ver o seu interior


Tinha o interior mais puro e mais cheio de beleza

Que qualquer traço físico pode ter,

Simplesmente como a água envolta em pureza

Que reflete e, ao mesmo tempo, o seu fundo se consegue ver


Seria incapaz de desenhar o seu retrato

Porque tenho a memória turva daquilo que vi

Tudo o que dela me recordo é abstrato

Incapaz de ser visto, mas que tenho a certeza que senti.


Não me perguntem pelo seu rosto ou pelo seu corpo

Nem daquilo de que era feita

Do seu exterior não me recordo

Mas por dentro era perfeita


Não sei por que motivo amo uma pessoa esquecida

Nem por que razão tenho estas memórias

Que com sentimentos finto

Apenas sei que a amo, porque simplesmente o sinto.


Podem estas memórias ser esquecidas novamente

Posso ate não me voltar a lembrar desta sensação

Porque aquilo que eu sinto verdadeiramente

Podem me levar da cabeça, mas nunca do coração.

Rúben Fernandes 12º A

MAR

Se há coisa que admiro, é o mar
Aquelas ondas que me apanham
Que me abraçam
Enquanto tento nadar


No mar tudo é imprevísivel
Assim como na vida
Tanto num dia está incrivel
Como no outro está enfurecida


Mas se há coisa que me assusta
Até a imaginar me custa
É que o mar me queira agarrar
Não me deixe voltar
E eu me afogue nas minhas ansias!


Oh! Tantos sonhos na água a ondular
Tantos desejos por realizar
Nesta vida vou sempre contra a corrente
Que sempre me tenta derrubar


Sara Almeida 12º A

Solidão

Houve um minuto
em que fui feliz.
Houve um luto,
sobre tudo o que fiz.
Vagueei no teu olhar
e perdi-me em ti.
Comecei a sonhar
e foi assim que sorri.
Corria na multidão
com aquela esperança,
de cruzar o teu coração
com a minha lembrança.
No silêncio me perdi,
onde tentava encontrar,
uma parte de ti
que me estava a sufocar.
Todas as luas ouviram
a falta que me fazes…
E todos os sóis sorriram
com as saudades que me trazes…
Todos os mares despiram
as mágoas e as pazes…
Todos os céus ruíram,
a cada segundo que me desfazes…
Cada dia que passa,
faz o tempo correr para trás
e o passado esvoaça,
como tudo o que me faz
ser feliz, ser alguém…
Com motivos para lutar.
Lutar por ninguém…
Porque ninguém vai lá estar!


Flávia Pascoal
12ºA

Deserto

Não paro de pensar
como seria se estivesses aqui,
não paro de imaginar
se algum dia haverá um fim.
Arrependo-me de cada erro
e odeio-me por isso,
por ti eu desespero,
por ti dava sumiço.
Sinto-me inundada
por uma onda de amor,
como se do nada
sentisse o teu calor
e abraçasse o teu corpo,
perdendo-me nos teus braços,
eliminando o meu pudor
e todos os fracassos.
Conheces cada palavra
e sabes que tudo o que eu faço,
não é para mudar o mundo,
apenas sou uma raiz
que te ama mais a cada segundo.
Precisar de ti não chega
para expressar este sentimento,
amar já é muito pouco
para quem és um mantimento.
Brilha nos meus olhos
o reflexo da tua imagem,
e o mais certo é que deliro
por não ser uma miragem.
Sonho todas as noites
como será o teu perfume,
e como será poder tocar…
Em cada memória me fazes delirar.
É estranho, mas faz-me feliz
por ti chorar neste momento,
de alegria é certo, amar-te é demais correto,
seja ou não incerto
agora sei o que é amor,
sem ti é estar num deserto,
nunca me deixes por favor!


Flávia Pascoal
12º A

Voltas da vida



Eu tentei contra todos os ventos

fazer de ti a corrente mais forte,

ainda que os teus sentimentos

não tenham morrido por falta de sorte.

Quis fazer-te o céu,

quando não passas de uma gota de ar.

P’ra realizar-me enquanto “eu”

tinha mesmo de parar,

porque aquilo a que chamava amor

não era mais que habituação,

passou de um grande fulgor

a uma enorme frustração

que aumentava no teu poder,

em fechar-me nesse Mundo

e comecei a perder,

sempre mais a cada segundo.

A enorme vontade

que tinha de ser feliz,

não se concretizou nem em metade

de tudo aquilo que sempre quis.

Não penses que desisti,

porque não havia mais nada para lutar.

Faço isto também por ti,

ambos temos mais a ganhar.

Consegui uma harmonia

que substitui a frustração,

mas disse-te que o sentimento ficaria

e aqui permaneces, no meu coração,

porque a vida dá voltas,

mas nenhuma que consiga apagar

pontas que nunca foram soltas,

ou pessoas que nos ensinaram a amar.

Flávia Pascoal

12º A

Consciência

Corpos espalhados
e almas perdidas,
povos desencontrados,
pessoas escondidas.
O ser não se traduz
pelas existências físicas,
mas todo o ser seduz,
todo o ser tem críticas.
Pensa e repensa
se é isso que queres fazer.
Volta a ponderar,
o que importa é conseguir,
conseguir ter certeza
do caminho a seguir.
Se duvidas de ti,
não duvides da consciência,
ela tem sempre razão
não é só aparência.
Com qualidades raras
ela te apela,
acredita que há poucas,
muito poucas como ela.
Torna-se até imperativa,
és tu a mandar em ti.
Chega a ser judicativa,
permite que cada um
se avalie a si.
Aplica a sanção
e é ainda mais direta,
do que a voz do coração
que nem sempre segue em linha reta.


Flávia Pascoal
12º A

Os meus passos


A beleza do planeta

insiste em desaparecer,

assim como pegando numa caneta

eu já nada sei escrever.


Toda a gente à minha volta

queixando-se da idade,

quando essa é uma virtude

da qual invejo a qualidade


E quanto a mim,

na opinião dos meus passos,

invejo que eles estejam perto do fim,

enquanto eu morro aos pedaços.


O tempo rouba-me o que não tenho,

oferece-me o que não quero,

e se dizem “ eu não venho “,

apesar de não querer, eu espero.


Não há sim, não há não,

estou farta do talvez.

São assuntos que a razão

não resolve à primeira vez.


Nunca consegui

pelo facto de saber.

As vezes que resolvi

foram a vontade, o querer.


Está cada vez pior,

mas não me apetece parar.

Quando chegar ao fim,

vai dar pena só de olhar.


Dá-me a entender

que se aproxima o final.

Eu sei tanto de escrever

como ser o pai natal.


E depois dá-me pró gozo

como se tivesse alguma piada.

Estou farta de saber

que o que faço não vale nada.


Em cada quadra que passa,

pioro a situação

e ela sempre ultrapassa

a suposta razão.


Mais vale desistir,

está na hora de parar.

Prometo tentar sorrir,

mas não me peçam para não chorar.


Flávia Pascoal

12º A


O tempo é precioso, não desperdices o tesouro,

os bens não são tudo mas as pessoas são de ouro.

Amanhã podes não acordar e deixar tudo voar,

faz o que tens a fazer,

cria o que tens a criar,

não deixes nada por ficar.


Só pertenço uma vez a este mundo,

tenho que qualidar e aproveitar cada segundo.

O tempo é escasso por isso não posso vacilar,

eu dou vida à escrita, mas não preciso a ela me entregar.

Dou prioridades ao meu tempo, não a um único sustento,

as pessoas que mais amo também têm sentimento,

de saudade, a falta de uma presença

pode mudar uma mente, torná-la mais fraca e indefesa.


Vivia uma eternidade, mas perdendo um laço de amizade,

o arrependimento dia a dia, reduz a eternidade pra metade.

Não sou o que deveria ser, mas sou homem de palavra,

todos pisamos o mesmo chão só não temos a mesma garra.

Aproveito o meu tempo ao máximo, não esperes,

quando me dedico a algo, torno uma hora em dez.


Sangue azul de veneno, afeta o amor pleno

e as recordações que esquecemos são traições de pequeno.

Engulo bocas, e guardo-as no meu peito,

à espera do momento de as libertar com respeito.


Não me vou chatear, prefiro sentar e pensar,

pensar duas vezes, não deixar o importante escapar.

Meter gelo na ferida e não mais lenha na fogueira,

se Deus existir recompensar-me-à à sua maneira.


Estou longe de ser um santo, tenho uma Bíblia de pecados,

mas se o inferno é a minha meta, o céu é só pra afortunados.

Como o mundo é pequeno, encontramos quem não quer que as encontremos

e quem quer estar ao nosso lado são aqueles que perdemos.


Nunca te deixes influenciar pela intenção do vizinho,

sê feliz, traça o teu destino, sempre sozinho.

Já escolhi o meu caminho mas não por obrigação,

ao lado de quem amo entrego-me de alma e coração,

uma opção assim, sempre foi de prioridade

mas os olhos são de vidro e não querem ver a verdade.


Nuno Martins

10º G

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

The Return of the Moon Man


For a while, we all stood quiet, looking at my grandfather with curiosity, fear, and condescenseon. What would he possibly do now? What were the options and which way would he choose to pursue: his pride or the welfare of the whole family?

“I guess people do surprise us when we least expect them to…” – said my grandfather.

Nobody really knew what to say. That awkward moment when silence is the best word you can give to show your support…

“Don’t feel sorry for me… I’m a grown up now. I can take these consequences. She has her right… If you think about it, I gave up on all of you. I travelled all the way out there, without even asking for your advice.”

“How do you dare to say that? Come on, react your old man! Life is made of actions, movements. Show me what you’ve got! Don’t you love mum?” – asked my father.

“I do and I don’t want you to think otherwise. But people change, you know? By experiencing… And what I experienced has no means to be put into words. So, right this moment, I’m not in love with grandma anymore. I’m in love with all this that surrounds us. Believe it or not, I’m comfortable. Now I can do it. Now I feel capable of passing you a message, my message, my legacy. ”

“I don’t understand… What are you trying to say?” – I asked.

“Dear, for being able to love the others, you have to love what has been given to you first. Love this planet and the universe. Extend your vision. And then, yes… You are able to pronounce the word love.”

Verónica Belchior 11º A