Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Para ti… mãe!

Mãe!...

Escuta-me!

Explica-me, agora, o segredo que fingi saber,

Aquele em que, inconscientemente, me envolvi,

Por ti…


Tantos momentos em que não tive NINGUÉM,

Tantos momentos em que não te tive,

Perseguindo-me a dúvida e o medo.


Ainda sinto a tempestade na minha vida…

Afinal, que enigma me consome

No meu coração de filho?


Mãe, preciso de ti! Ampara-me!

Sozinho, não! Não conseguirei sem ti…


Sinto-me sufocado

Ao esperar que me entendam.


As palavras que não disse com medo de sofrer,

As noites em que mal dormi,

As mágoas que me devoraram,

Sem NINGUÉM perceber!


Com a tua perda, tive de aprender…

Não a falar, nem a escrever,

Mas a percorrer trajetos tão sinuosos,

nesta minha vida tão ingrata.


Passaram-se anos e sem ti continuei.

Vivi dramas, angústias, paixões e tormentos,

Mas em ti sempre pensei

E nada poderia ser diferente…


E ainda hoje me pergunto

Sobre o enigma que te coloquei.

Será que serei forte?

Será que aguentarei?


Não sei, aliás, nada sei!

Só uma coisa não olvido:

A tua presença na minha vida,

Até ao fim…


Hoje, já com esperança,

Acredito que…

Sobreviverei, por ti!


Miguel Lopes

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