De tudo ainda não me consigo recordar,
Da pessoa que nunca esquecerei
Nem sei me mais algum dia me voltará a amar,
Nem se mais algum dia a olharei.
Não me lembro da cor daqueles olhos que me fitavam
Nem mesmo do tamanho dos cabelos ou da sua cor
Porque quando os meus olhos a admiravam
Apenas conseguiam ver o seu interior
Tinha o interior mais puro e mais cheio de beleza
Que qualquer traço físico pode ter,
Simplesmente como a água envolta em pureza
Que reflete e, ao mesmo tempo, o seu fundo se consegue ver
Seria incapaz de desenhar o seu retrato
Porque tenho a memória turva daquilo que vi
Tudo o que dela me recordo é abstrato
Incapaz de ser visto, mas que tenho a certeza que senti.
Não me perguntem pelo seu rosto ou pelo seu corpo
Nem daquilo de que era feita
Do seu exterior não me recordo
Mas por dentro era perfeita
Não sei por que motivo amo uma pessoa esquecida
Nem por que razão tenho estas memórias
Que com sentimentos finto
Apenas sei que a amo, porque simplesmente o sinto.
Podem estas memórias ser esquecidas novamente
Posso ate não me voltar a lembrar desta sensação
Porque aquilo que eu sinto verdadeiramente
Podem me levar da cabeça, mas nunca do coração.
Rúben Fernandes 12º A
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