Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Memórias de um romântico amnésico



De tudo ainda não me consigo recordar,

Da pessoa que nunca esquecerei

Nem sei me mais algum dia me voltará a amar,

Nem se mais algum dia a olharei.


Não me lembro da cor daqueles olhos que me fitavam

Nem mesmo do tamanho dos cabelos ou da sua cor

Porque quando os meus olhos a admiravam

Apenas conseguiam ver o seu interior


Tinha o interior mais puro e mais cheio de beleza

Que qualquer traço físico pode ter,

Simplesmente como a água envolta em pureza

Que reflete e, ao mesmo tempo, o seu fundo se consegue ver


Seria incapaz de desenhar o seu retrato

Porque tenho a memória turva daquilo que vi

Tudo o que dela me recordo é abstrato

Incapaz de ser visto, mas que tenho a certeza que senti.


Não me perguntem pelo seu rosto ou pelo seu corpo

Nem daquilo de que era feita

Do seu exterior não me recordo

Mas por dentro era perfeita


Não sei por que motivo amo uma pessoa esquecida

Nem por que razão tenho estas memórias

Que com sentimentos finto

Apenas sei que a amo, porque simplesmente o sinto.


Podem estas memórias ser esquecidas novamente

Posso ate não me voltar a lembrar desta sensação

Porque aquilo que eu sinto verdadeiramente

Podem me levar da cabeça, mas nunca do coração.

Rúben Fernandes 12º A

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