Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Deserto

Não paro de pensar
como seria se estivesses aqui,
não paro de imaginar
se algum dia haverá um fim.
Arrependo-me de cada erro
e odeio-me por isso,
por ti eu desespero,
por ti dava sumiço.
Sinto-me inundada
por uma onda de amor,
como se do nada
sentisse o teu calor
e abraçasse o teu corpo,
perdendo-me nos teus braços,
eliminando o meu pudor
e todos os fracassos.
Conheces cada palavra
e sabes que tudo o que eu faço,
não é para mudar o mundo,
apenas sou uma raiz
que te ama mais a cada segundo.
Precisar de ti não chega
para expressar este sentimento,
amar já é muito pouco
para quem és um mantimento.
Brilha nos meus olhos
o reflexo da tua imagem,
e o mais certo é que deliro
por não ser uma miragem.
Sonho todas as noites
como será o teu perfume,
e como será poder tocar…
Em cada memória me fazes delirar.
É estranho, mas faz-me feliz
por ti chorar neste momento,
de alegria é certo, amar-te é demais correto,
seja ou não incerto
agora sei o que é amor,
sem ti é estar num deserto,
nunca me deixes por favor!


Flávia Pascoal
12º A

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