Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

As Etapas da Vida


Melissa Ferreira 8º B

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

E de repente é Natal…

Todos os anos, no mesmo dia, acontece a mesma coisa. A família reúne-se e há uma festa, mas o Natal não é igual para toda a gente. Para alguns, o Natal é diferente, há pessoas que nem família têm, por isso não podem festejar este dia. Estas são pessoas que vivem na rua ou são rejeitadas pela família, mas ainda há quem se preocupe e ajude quem precisa.

Mas este ano algo de diferente vai acontecer…

Um homem chamado Roger, o único homem rico que se preocupa com as pessoas pobres, vai conseguir dar o Natal tão desejado a quem, realmente, quer um Natal. As pessoas que pensavam que nunca iam ter um Natal de felicidade e paz entre todos, afinal vão ter. “Será que nem as pessoas mais pobres podem ter um Natal? “, dizia Roger para si mesmo.

Então tudo começa… as pessoas mais ricas, que estão separadas das mais pobres por motivos financeiros, têm as ruas, da sua parte de cidade, enfeitadas com coisas caras e chiques, mas as pessoas pobres têm tudo normal, sem enfeites nem luzes de Natal.

Roger não aguentava mais esta situação e por isso teve a ideia de arranjar todos os materiais velhos que as pessoas tinham nas suas casas e começou a enfeitar as ruas daquela parte da cidade, que era a mais pobre. Depois de umas horas tudo estava pronto, as pessoas ficaram boquiabertas quando viram a sua parte da cidade iluminada e enfeitada. Chegou o dia da véspera de Natal e as pessoas que só recebiam um “nadinha” de dinheiro foram comprar as

prendas e a comida tradicional, o bacalhau, o peru e o borrego…

Já era de noite e Roger aparece para celebrar o Natal com aquelas pessoas que pela primeira vez vão ter um Natal. A noite foi longa e tudo correu bem. As pessoas agradeceram a Roger o grande Natal que estavam à espera há muito tempo e que ele era criador daquela grande família que se gerou a partir desse dia.

Todos os Natais depois deste foram sempre assim com muita alegria, paz, felicidade, harmonia e, sobretudo, em família. Atitude como a do Roger não se vê muito por aí, mas são estas pequenas coisas que dão prazer aos outros.


Bem, como todos os contos têm um fim, este é o fim do meu conto: que todas as pessoas tenham um feliz Natal!

Rafaela Conceição 9º C

Pequeno Conto de Natal


A oração de Maria


Maria era filha única.

Era um doce de menina. Pelos seus olhos azuis brilhantes, via um mundo de bondade e de solidariedade. Eram os valores transmitidos pelos seus pais, que sempre quiseram mostrar à sua única filha que, na vida, o dinheiro não é o mais importante.

À hora do jantar, Maria ajudava a pôr a mesa. O pai e a mãe preparavam a refeição juntos, enquanto Maria contava as suas aventuras e desventuras passadas na escola. Esta era uma altura especial: era a única ocasião em que estavam todos juntos, em família, e aproveitavam para pôr a conversa em dia. Partilhavam os melhores e os piores momentos do dia, aconselhando-se mutuamente.

À noite, Maria rezava sempre. Ajoelhava-se aos pés da sua cama e dizia a sua oração: “Obrigada, Jesus, pelo amor que me dás! Sou uma criança feliz, mas mais feliz seria se me pudesses dar aquilo que eu mais desejo – um irmão! Sei que és meu amigo e que não te vais esquecer do meu pedido.”. Benzia-se e deitava-se, certa de que o seu Jesus, um dia, iria atendê-la.

Por várias vezes, Maria tinha questionado os seus pais sobre o facto de ser filha única. A mãe explicava-lhe, com ar doce e terno, que não podia ter mais filhos devido a um problema de saúde. Maria parecia entender, mas era-lhe difícil aceitar, pois o seu Jesus fazia milagres e sabia que um dia iria ter um irmão! Os seus pais, de coração apertado, entreolhavam-se sem saber exatamente o que dizer…

Naquela véspera de Natal, Maria fez a sua oração com mais fervor que o habitual: “Obrigada, Jesus, pelo amor que me dás! Sou uma criança feliz, mas mais feliz seria se me pudesses dar aquilo que eu mais desejo – um irmão! Sei que és meu amigo e que não te vais esquecer do meu pedido.”. Uma lágrima brilhante desceu dos seus olhitos azuis. Ela limpou-a com a manga do pijama e aconchegou-se na sua cama.

O dia de Natal amanheceu branquinho, com retalhos de neve macia pelo chão. Maria levantou-se de um salto e correu até ao quarto dos pais. Vendo a cama vazia, dirigiu-se à sala. Lá estavam eles, sentados no sofá, segurando no colo uma criança um pouco mais nova que a Maria. “É o teu irmão!”, disseram-lhe. Maria não queria acreditar! O seu coraçãozito bateu tão forte, que parecia querer sair de dentro do peito. Dirigiu-se ao irmão e deu-lhe um abraço apertado e um beijo ternurento. Depois, ajoelhou-se em frente ao presépio e disse: “Obrigada, meu Jesus, pelo teu grande amor! Só tu sabes a felicidade que me deste! Amar-Te-ei para sempre!”.

Conto original de autoria da assistente operacional Maria Arminda Vieira da Silva

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

“Um Conto de Natal, Para Ler que Não Faz Mal”


O Natal está perto na Terra do Verniz Verde-Couve. Por mais estranho que pareça aí não vivem micro-ondas salteados com amêndoas, porque têm fama de barulhentos. Vivem apenas animais. Animais racionais. Animais que, embriagados, fazem apostas relacionadas com o nome da terra onde vivem e que se arrependem quando acordam sóbrios.

No meio de tantos outros, existe um pinguim, de 16 anos, chamado Osório. É um pinguim normal da sua idade. Consome drogas, tem 3 filhos, rouba carros e se usasse calças, estas estariam tão baixas que se veriam os seus boxers, se os usasse também. Não, falando a sério, Osório é um pinguim responsável. E estudioso. E, pediu-me ele para escrever, um sucesso com as fêmeas. Coitado.

A vida dele é simples, é calma. Vai à escola, vai à depilação às 15h, ao ginásio às 16h, às 17h vai às compras com o Jorge e às 18h vão os dois arranjar as unhas. Fogo, lá estou eu a confundir o conto com a minha agenda. Como dizia, a vida de Osório é simples, é calma. É assim todos os dias, mas não hoje. Porque hoje a Terra do Verniz Verde-Couve está a ser invadida por detestáveis criaturas que odeiam o Natal. E a cidade precisa do seu herói.

Como um pinguim, Osório corre para a cabine telefónica mais perto. Tira os seus óculos imaginários, despe o seu casaco imaginário, assim como a gravata e desaperta a camisa imaginária. Depois, veste o seu fato de Super-Pinguim, com a sua capa ondulante. Tudo isto em segundos, exatamente mil e oitocentos, o que perfaz trinta minutos, o que, para tirar a roupa imaginária e vestir um fato, quando a cidade corre perigo, é um bocado exagerado.

Sai da cabine e a esperança enche as pessoas, que dizem “Osório, hoje é Natal, não é Carnaval, tira lá o fato e foge que estamos a ser invadido”. São estes comentários de apoio que dão a Osório a força necessária. Ele corre contra as criaturas e reza. Reza por elas, que vão levar com o trovão.

As pessoas parecem paradas, tanta é a velocidade com que ele se desloca. Isso ou as pessoas estão mesmo paradas porque está um pinguim num fato ridículo e com uma capa a correr na rua. Mas ele corre e corre e alcança as criaturas. E aí, com a força de cem homens, cem homens com pouquinha força, quase nenhuma, ele defronta-as. Ele ataca, elas atacam, ele pontapeia, elas pontapeiam, ele faz o pino, elas gozam com ele, ele esmurraça, elas esmurraçam.

Após tanto tempo numa sequência frenética de golpes e contra-golpes, de avanços e recuos, de pausas para lanchar e para ir ao wc, Osório domina as criaturas e expulsa-as da sua terra, onde não perturbarão o Natal.

E assim, famílias puderam unir-se, prendas foram distribuídas, sorrisos foram dados e passados de pessoa em pessoa e o Natal pode ser celebrado, porque houve um pinguim com queda para o heroísmo que escolheu ficar e lutar a ver o Natal ser arruinado e o seu espírito esquecido à custa de criaturas de fora, de coisas banais.

João David Almeida, 11ºA

Natal de Ulisses


Ulisses queria comprar umas prendas para a sua família, mas não sabia bem o quê. Então foi a um hiper ver coisas. Nesse dia estava a nevar muito e fazia muito frio, e ele, mesmo com o seu casaco de pele e o seu cachecol de lã, ainda tinha um pouco de frio. Caminhando, tropeçou numa pedra e caiu, batendo com a cabeça num cofre. Ao ver o cofre ficou curioso e tentou abri-lo, mas como estava com as mãos geladas e escorregadias não conseguiu, por isso guardou-o num saco para tentar abrir em casa. Estava tão curioso com o cofre que se esqueceu das prendas e que era o Santo Espírito Natalício.

Quando chegou a casa, pousou-o em cima da mesa, tirou o casaco e começou a tentar abrir abri-lo. Passou horas, e mais horas e não o conseguiu. Então, começou por abaná-lo com muita força para ver se saia alguma coisa. Saiu um pequeno bilhete em que estava escrita a seguinte frase: “ Estás perto de me conseguires abrir! Vai procurando pistas! Bom Natal”. Ulisses ficou com várias dúvidas… Pensou, pensou e não chegou a nenhuma conclusão.

Passadas horas ele disse:

- Estou farto! Como conseguirei eu abrir isto? Vou deixar isso para depois e vou tratar das prendas!

Nem olhou para as horas, já era quase horas de os familiares chegarem. Vestiu outra vez o seu casaco e foi para o grande espaço comercial. Viu lá várias coisas giras - para a mãe pensou: `` Vou-lhe comprar este lindo vestido… next, ` para o meu pai vou comprar este par de meias e esta camisa fofinha, para a minha avó como está longe, vou-lhe mandar uma carta de Boas Festas ´´ e pronto.. Sorriu! O que faltava mesmo era embrulhar as prendas! Comprar o papel de embrulho, a próxima missão. Quando chegou, olhou para as horas e de repente ficou assustado dizendo: `` Oh não, os meus familiares devem estar a chegar e ainda nem decorei a casa, nem a árvore, nem tratei da comida, o que fazer agora ? ´´. De repente, olhou para o chão e viu uma pequena chave, como não sabia de quem era, pensou que podia ser do cofre… Quando abriu o cofre, uma luz enorme e brilhante bateu nos olhos de Ulisses, que quando ele olhou à sua volta , estava tudo preparado para um ótimo Natal (a árvore de Natal estava lindíssima, a mesa estava toda cheia de comida e chocolate quente, a casa toda enfeitada com luzinhas de várias cores), estava tudo tão lindo que Ulisses começou a saltar aos pulos de alegria! Ainda dentro do cofre estava um pequeno bilhete a dizer: `` Isto foi só uma pequena ajuda, mas não te esqueças que a família está sempre em 1º lugar, e não um pequeno cofre que encontras em qualquer sítio. Feliz Natal! J ´´.

Quando Ulisses leu o bilhete ficou a pensar, e ficou triste, mas por outro lado estava contente por a família estar ao lado dele.


Tatiana Casian, 9ºC

Solidariedade


Pedro morava ao lado do seu colega de turma, o João. A casa do Pedro tinha um jardim enorme, contrariamente à do João. A casa do João era muito velha, estava a cair aos bocados e os seus pais passavam grandes dificuldades. O Pedro era uma daquelas pessoas egoístas e João sentia-se muito inferiorizado, pois ele todos os dias chegava com brinquedos novos à escola e não emprestava a ninguém. Estávamos perto do tempo de comer rabanadas, bolo-rei e, principalmente para as crianças, o dia das prendas, o dia do Pai Natal vir às nossas casas com o saco cheio. Para Pedro, esse dia era absolutamente fantástico, para João, esse dia era normal. Era dia vinte e três de Dezembro e como todos os anos os pais de João avisavam-no que, mais uma vez, não iria haver prendas de Natal. O João dizia que não se importava, mas, muito pelo contrário, ele ficava muito triste. Como todos os anos, o João olhava pela sua janela e conseguia ver o grande arraial que ia na casa do Pedro, enquanto na dele as luzes estavam apagadas, não havia árvore de natal e nem uma única prenda. João chorava ao ver o Pedro a receber tantas prendas e ele não tinha nenhuma. Foi então que Pedro olhou para a janela e viu o seu amigo à beira da janela deprimido. Então, pediu a sua mãe para ir a casa do seu amigo. Pedro sentia-se muito mal com o que já lhe tinha feito e então decidiu ir pedir desculpa. Bateu à porta e João foi o que abriu. João ficou muito surpreendido com a sua presença na casa e perguntou por que estava ali. Pedro disse-lhe: “Venho aqui porque te vi a chorar e calculei que a tua família não estivesse a festejar o Natal, por isso queria pedir-te desculpa por não te emprestar os meus brinquedos na escola, agora … vai-te vestir e diz aos teus pais para virem também”. João acorda os pais rapidamente e diz para eles se vestirem. Dez minutos depois, o João e os seus pais estavam à porta da sua casa como tinha sido planeado pelos dois colegas. Pedro disse-lhes para o seguirem e levou-os para casa dele. A mãe do Pedro ficou muito orgulhosa com o ato que o filho teve e disse, com toda a sua força, para os pais de João e o João entrarem na casa como se fosse deles e gozarem aquele Natal de 2011 ao máximo. Pedro calculou que o João não tivesse tido um presente e como tinha muitos, por que não dar um? Foi isso que ele fez, deu-lhe o seu novo telemóvel, pois também sabia que o seu amigo não tinha. João arregalou os olhos e deu um grande abraço agora ao seu grande amigo Pedro. A partir daí os amigos ficaram inseparáveis. Solidariedade acima de tudo!

Mariana Martins Teixeira 9ºC

À procura da árvore perfeita


Havia uma família muito, mas muito pobre. A família tinha um filho de 15 anos que nunca tinha visto uma árvore de natal em sua casa.

No dia 20 de Dezembro, decidiu ir ao bosque procurar um pinheiro com o tamanho perfeito para poder estar em casa.

No dia seguinte, quando os pais dele acordaram, ficaram muitos admirados por ver uma linda árvore toda enfeitada de luzes e fitas e com um presépio feito em barro. Os pais dele perguntaram como é que aquela linda árvore fora lá parar e o rapaz disse que tinha sido ele a ir buscá-la no dia anterior. Os pais muito orgulhosos decidiram fazer um pequeno sacrifício e compraram-lhe um pequeno presente e esconderam-no dele.

Quando chegou ao dia 25, os pais deram-lhe o presente e ele ficou muito contente e disse também que o maior presente que ele poderia ter era ter a família toda reunida no dia de consoada ou no dia de natal.

Quando o rapaz acabou de dizer isto, bateram à porta e ele foi abrir e, para surpresa sua, era a família dele que estava lá fora. Ele convidou todos os parentes a entrar e tiveram, pela primeira vez, um natal e uma passagem de ano todos juntos.

Assim se passaram todos os natais e passagens de ano seguintes.

Bruno Miguel Chastre Pereira 9ºC

Diário da Gena – 24 de Dezembro de 1999


Hoje eu comecei bem o dia, levantei-me da cama, fui para a casa de banho e tomei um banho, que me soube pela vida. De seguida desci as escadas, já tinha o meu pequeno-almoço feito – só podia ser a minha mãe a fazê-lo!

“Bom dia mammy!”

“Bom dia filha!”

Depois de tomar o pequeno-almoço, fui combinar com a minha amiga Rita para irmos fazer compras de Natal. Ela disse que podia e fomos para o centro comercial.

A prenda que eu ofereci à minha amiga Rita foi uma camisa e umas calças e ela ofereceu-me o mesmo. Mais tarde, fomos comprar prendas para a nossa família. Foi uma manhã espetacular. Cheguei a casa e meti as prendas debaixo da árvore de Natal.

Ajudei a minha mãe a pôr a mesa e almocei. Logo depois do almoço, ajudei a minha mãe a levantar a mesa, ajudei a limpar a loiça e, de seguida, veio a melhor parte: começamos a fazer os preparativos para o Natal - rabanadas, pudim; o meu pai foi comprar champanhe, vinho, sumo, bolo-rei e tronco. Foi uma tarde espetacular como a manhã. Ao fim da tarde, a minha tia, primas e avós vieram a minha casa. Foi alta festa! Passado algum tempo a minha mãe chamou para irmos jantar. Jantamos e a seguir fomos para o pc, no meu quarto, até fazer horas para a meia-noite. Chegou a meia-noite e era hora para abrir as prendas. Como habitualmente, fui eu a distribui-las. Abrimos e ficamos muito contentes pelas prendas que recebemos. Ficamos a falar um bocado e de seguida fomos todos dormir.

Até amanhã!

Ana Catarina Almeida, 9ºC

O milagre do ramo de flores…


Era uma vez um menino pequenino, com os seus 10 aninhos, que vivia num bairro velho e muito pobre. Numa noite fria e chuvosa, chorava compulsivamente pela perda do pai que morrera num acidente de avião, há 3 anos atrás. Agora, vivia só com a mãe, a D. Rosa, uma mulher muito trabalhadora e educada, mas muito infeliz com a vida que levava desde a morte do marido. A mudança fora drástica, começou tudo a ser mais difícil.

A situação piorou ainda mais quando foi despedida da fábrica de calçado onde trabalhava, a sua única forma de sobrevivência. Por isso, chegou ao ponto de roubar flores para fazer ramos e vender a metade do preço.

Tiago sonhava muito e desejava imenso a presença do pai no Natal, pois era um dia muito especial. Chorava todas as noites também com pena da sua mãe, pois ela tentava dar-lhe uma vida melhor e não conseguia o que pretendia.

Mas, certo dia, um senhor alto, elegante e com um bom aspeto, quis comprar todos os ramos de flores que ela confecionara. No entanto, não deixou de perguntar acerca do motivo de tanta tristeza na vida daquela mulher. E foi o Tiago que lhe contou a sua triste história de vida.

O senhor, de imediato, disse-lhe que tinha uma história de vida parecida com a dele e por isso decidiu ajudá-los. Falou com a mãe do Tiago, pedindo-lhe para passarem o Natal em sua casa. Eles aceitaram o convite, pois já não iriam passar o Natal sozinhos.

Quando chegaram à casa do senhor simpático, não estava ninguém. Simplesmente era uma casa bonita, mas muito triste. A verdade era que, para aquele homem, o Natal era um dia simples, igual a tantos outros, com algum sofrimento e pensamentos negativos à mistura, pois a sua mulher tinha fugido com outro homem, após o Natal, e o seu único filho morrera devido a uma doença fatal. A esposa não aceitara a morte do filho, culpando o marido e assim nunca mais o encarou, acabando por se envolver com outra pessoa em quem se refugiou, procurando carinho.

Quando o Tiago lhe contou a sua história de vida, o senhor emocionou-se, pois a melhor coisa do mundo para ele seria ter, de novo, um filho que o amasse e juntamente passassem bons momentos e esta foi a razão que o levou a convidá-los para sua casa. Sentia-se feliz por poder ajudar aquela família.

A senhora Rosa agradeceu-lhe muito. Este ainda quis ajudar mais, oferecendo-lhes dois quartos em sua casa, para eles viverem confortavelmente.

Todos os dias, antes de se deitarem, agradeciam a Deus por existirem no mundo pessoas tão bondosas. Afinal, ao contrário do que sucede com a maioria, passar o Natal em família significa muito pouco. No entanto, para esta família e outras, estar em família é já por si significativo e o mais importante, na quadra natalícia.

E, para a D. Rosa e para o Tiago, encontrar este homem foi, sem dúvida, um milagre de Deus.

Flávia Ferreira & Diogo Lopes (9ºB)

Há sempre alguém…


Era uma vez um rapaz que vivia num velho barraco com o seu irmão mais velho e o seu cão Teddy. Na véspera de Natal, o João foi para a rua tentar ganhar algum dinheiro para a sua ceia de Natal, na companhia de Teddy.

Devido à queda da neve, teve de desistir da sua intenção e conformar-se em regressar a casa com o pouco que tinham alcançado. No trajeto para casa, passaram por uma mansão e repararam em toda a sua riqueza.

João tinha um violino. Através da sua música, muitas vezes, viajava bem longe, esquecendo o problema em que se tornara a sua vida. Nesse dia e nesse momento, ao mirar tanta abundância, decidiu tocar uma melodia com o objetivo de despertar a atenção das pessoas que lá viviam, procurando angariar alguma esmola.

Curioso, ao ouvir a música que entoava, o filho dos proprietários da mansão, avistou o João da janela do seu quarto e, encantado, implorou ao pai que comprasse o violino ao pobre rapaz. Mas o João nunca pensou nessa possibilidade e, como não desejava vender o seu violino, fugiu dizendo que não estava à venda, pois era uma herança dos seus pais.

Já mais calmo, parou de correr e caminhou, sem rumo, reparando numa casa velha, fria e suja. Viu uma senhora a chorar. Quando lhe perguntou acerca do motivo de tamanha tristeza, esta respondeu que não podia dar um Natal feliz à sua família, porque não tinha dinheiro.

Sensibilizado com a situação da senhora, voltou à mansão e, a muito custo, acabou por vender o seu violino, apesar de ser um objeto importante para ele. No entanto, o seu coração dizia-lhe que alguém precisava ainda mais de ajuda do que ele. Após este gesto tão humano, a senhora agradeceu a João, cheia de emoção, e o rapaz voltou para casa com o seu cão.

O pobre João podia não ter muito dinheiro, mas nada é mais importante do que a felicidade e, com este gesto, não só ficou feliz, como também pôde contribuir para a felicidade de outros.


Ana Pina|Daniela Ferreira|Diana Tavares - 10ºC

Afinal, ele existe mesmo!


Era véspera de Natal. Numa terra pequeníssima e desconhecida para muitos, praticamente inabitada, um pequeno rapaz chamado Pedro, de 12 anos, fora posto fora de casa.

A família que o tinha acolhido, há sensivelmente 4 meses, apenas o expulsara, porque o pobre rapaz não era do seu agrado. Nem lhe deram hipóteses de se justificar ou de mostrar todo o seu íntimo. Assim, bastou o primeiro sinal de desagrado para aquela ingrata família concluir que este não merecia ocupar, nas suas vidas, o lugar de “filho”.

O rapaz, sem nada nem ninguém em quem se apoiar, não viu outra alternativa senão desenrascar-se pelas suas próprias mãos. Afinal, os seus verdadeiros pais não o tinham querido e, após a morte dos seus avós, há cerca de 5 meses, fora viver com esta família, que não tinha filhos.

Agora, o seu objetivo era único: sobreviver. Por isso, procurava, em todos os caixotes de lixo por que passava, algum pedacinho de comida, tentando guardar o que podia. Os próximos dias, que não sabia quando terminariam, seriam cruéis e difíceis e restava-lhe armazenar uma quantia considerável de substâncias comestíveis, fosse o que fosse, pois só interessava não passar fome.

E a sorte até estava do lado do Pedro, uma vez que encontrara bastante comida. Um desperdício! Como é que as pessoas podiam pôr fora alimentos comestíveis e deliciosos? Um verdadeiro atentado a quem não tem o que comer…

O solitário rapaz passou a noite num beco que encontrara perto de uma casa abandonada, claramente perigoso para um jovem devido aos perigos noturnos, ainda que esta terra fosse pouco habitada. No entanto, ninguém podia esquecer o vandalismo. Mas as preocupações do Pedro eram outras… A noite passou e nada, felizmente, aconteceu ao Pedro.

Chegara o dia de Natal, uma época que contribui para que os corações das pessoas esbanjem alegria e que se espalha um pouco por toda a humanidade e o Pedro, com certeza, não seria exceção. Merecia, pelo menos!...

Um homem de barbas brancas, já idoso, encontrara este infeliz rapaz a chorar pelas ruas da aldeia. Sentiu pena do mesmo e decidiu partilhar a sua casa com ele, porque acreditava que, pelo menos no Natal, todos tinham direito ao seu cantinho acolhedor.

Nesse ano, devido ao grande coração de um singelo homem, o Pedro passou um Natal simples mas feliz, mas o melhor de tudo foi o facto de aquele senhor que o recolhera ter passado a ser a sua nova família. Não tinha muitos recursos, mas conseguiu sustentar o seu menino até ao dia 25 de dezembro de 1664, dia em que morreu o "senhor de barbas brancas". Já agora não descobriram, ainda, de quem se trata? Isso mesmo: este é, também, conhecido pelo mundo fora, sobretudo pelas crianças, por Pai Natal.

Tiago Santos, 10º C

O pesadelo de Nicolau


Desde há muito tempo, tempos quase imemoráveis, existe um homem já com uma certa idade, muito barrigudo e com umas barbas enormes brancas. Este nunca deixa de revelar o seu ar simpático e alegre. Nicolau é o seu nome de batismo. Este trabalha horas, dias, meses para aquele dia especial do ano, o Natal. Por isso, tem uma fábrica mágica a que denominou “Fábrica dos brinquedos”. Aqui, realizam-se, todos os anos, os sonhos de todas as crianças…

Contando com a preciosa ajuda dos duendes, das fadas e dos anões, a magia instala-se por toda a parte e o certo é que, ao longo dos anos, tudo tem corrido como planeado. No dia 25 de dezembro, o Pai Natal deposita os presentes nas milhentas casas espalhadas pelo mundo e, logo de manhãzinha, os meninos e meninas acordam e vão direitinhos ao seu sapatinho ver o que lá deixou o tão desejado e amigo Pai Natal. Mas, nesta quadra natalícia, algo parece não correr nada bem.

A esposa de Nicolau, Isabel, entra no escritório, quando, de repente, o Pai Natal lhe diz:

- Que susto me pregaste, mulher!

- Não entendo por que razão andas assim. Falta pouco para a noite de Natal e nunca te tinha visto tão nervoso. Conta-me o que se passa, querido. Eu estou aqui para te ajudar…

- Não se passa nada, minha querida. Apenas me assustei, pois não pensei que fosses tu.

- Humm… Não sei porquê, mas não acredito nas tuas palavras. O que me estás a esconder, Manuel Nicolau? Sabes que dia é hoje? Devias estar a preparar os brinquedos para distribuir pelas crianças e, em vez de alegre, pareces um velho rabugento!

Nicolau, sem mais nem menos, sem sequer responder a Isabel, sai do escritório e começa a desabafar alto:

- Porquê? Por que me tinha de acontecer a mim?

As renas de Nicolau estavam doentes, a sua fábrica estava parada… Tudo estava virado do avesso e Nicolau não sabia a quem mais recorrer. Porém, sabia que, se contasse à sua mulher, ela não mais o perdoaria e os seus trabalhadores estavam desiludidos consigo, porque não tinha dinheiro para lhes pagar. E sem o maldito dinheiro não havia presentes nem remédios para curar as suas renas e, simplesmente, estava perdido! Resumindo, a “Fábrica dos brinquedos” estava em crise! E, com todas estas preocupações a pairar na sua mente, o Pai Natal ouviu uma voz:

- Nicolau! Nicolau! Está na hora! Acorda! Temos presentes para entregar!

- O quê? Como? Quando? Isabel, és tu? Não imaginas o pesadelo que acabei de ter! Ainda bem que está tudo bem! Vamos lá entregar os presentes às crianças!

Afinal, afinal, apesar da triste realidade que existe um pouco por toda a Europa, para o Pai Natal, tudo não passou de um mau sonho… É verdade, a crise faz-nos ter pesadelos! Mas, apesar de todo o panorama negro, ainda temos direito ao NATAL e à concretização dos sonhos dos mais pequenos!

Ana Sofia Xará e Joana Silva(10ºC)

Um Final Feliz


Era uma vez uma menina, a Miriam, que vivia numa casa de acolhimento, na qual se sentia muito sozinha, porque não tinha a atenção necessária e não era feliz. No dia de Natal, era sempre a mesma coisa. Recebia uma saquinha de chocolates o que, na idade dela, não era um presente significativo, porque tinha apenas 6 anos e precisava sempre de mais qualquer coisinha para animar o seu Natal.

O tempo foi passando e ela sentia-se cada vez mais sozinha. Até que um dia, como por magia, uma família, com muitos recursos financeiros, acolheu-a. Ela, por um lado, ficou contente porque iria ter uma casa, um pai, uma mãe e até um cachorrinho, o que nunca pôde ter; mas, por outro lado, não, pois esta poderia ser uma família sem tempo para lhe dar carinho e afeto e por isso receava a mudança na sua vida.

Passado algum tempo, com a sua nova família, ela foi-se apercebendo de que aquilo que tanto temera e que baralhara o seu pensamento não correspondia à verdade. A sua nova família nunca lhe faltara com nada e, sobretudo, amava-a incondicionalmente, acarinhando-a todos os dias.

Chegou o dia de Natal e a menina via a árvore cheia de presentes, mas não queria tocar neles, pois poderiam não ser para ela. Sara, a sua mãe, acordou e foi ao encontro da filha que estava encostada à janela a ver nevar.

- Então, minha querida? – disse a mãe. – Já viste os teus presentes?

E, ao dizer isto, apontou para todos os presentes que estavam debaixo da árvore. Os olhos de Miriam arregalaram-se, assim como os seus lábios esboçaram um enorme sorriso. Agarrou-se à mãe e perguntou:

- Mãe, estes presentes são todos para mim?

- Sim, meu amor. São todos para ti. Abre-os! Uns são meus, outros do teu pai, outros da tua avó, do teu avô,…!

Miriam abriu-os um a um, num estado de alegria contagiante. Para além de guloseimas, recebeu bonecas, peluches, jogos, … um mundo de brinquedos nunca visto até então. E a pequenita só tinha tempo e fôlego para dizer: ’’Obrigada, mamã!’’.

Diana Duarte, 10º C

A melhor prenda de Natal


Era uma vez um menino chamado Rafael, muito solitário e triste, cujos pais tinham entrado num processo de divórcio, há pouco tempo, estando, por isso, separados.

Nesse ano, era véspera de Natal e os pais do Rafael pretendiam saber qual o presente que ele mais desejava. Mas, como eles o ofertavam com todos os brinquedos possíveis e imaginários, a fim de recompensar o tempo que ele passava sozinho, o menino não tinha muito por onde escolher. Por essa razão, desejava a única coisa que os pais se recusavam a conceder-lhe: passar o Natal em família…

Porém, o petiz, esperto e pertinaz como era, não se convenceu com a recusa dos pais e andou, durante alguns dias e noites, a planear uma forma de o seu desejo ser realizado. Os pais tinham chegado ao acordo de que, naquele ano, o Rafael iria passar o Natal com a mãe. Sabendo desta decisão, o Rafael, no dia anterior, em que estivera em casa do seu pai, esvaziou os pneus do carro, para que este, no dia de Natal, não pudesse sair de casa.

Já no dia de Natal, em casa de sua mãe, o Rafael arquitetou o seguinte plano: fingiria que estava doente e solicitava, ansiosamente, a presença do pai. A mãe, triste por ver o filho naquele pranto e com algum ressentimento por saber que o Rafael, naquele momento, preferia estar com o pai, levou-o até junto dele. Quando lá chegaram, como era habitual, a mãe levou-o até à entrada da casa, na esperança de que o filho entrasse em casa do pai, uma vez que não pretendia cruzar-se com o ex-marido. Só que desta vez o Rafael, porque era sua intenção uni-los, pediu, encarecidamente, à mãe que o levasse ao colo. E, não podendo recusar o pedido do filho, atendendo ao seu estado, assim o fez, cumprindo o desejo do filho.

Após tocar à campainha, levou-o, então, ao colo pela casa dentro, encarando, inevitavelmente, o seu ex-marido e colocou o Rafael no sofá. Assim que este se sente seguro, com o plano a correr conforme arquitetara, ganhando vida, e para espanto dos pais, corre até à porta e tranca-a. De seguida, implora aos pais que passem, mais uma vez, como sucedera ao longo da sua curta vida, a noite de Natal juntos. Os pais, vendo que não tinham hipóteses e atendendo à tristeza do filho, acabaram por concordar em passar aquele momento natalício, em família.

Como aquela noite não tinha sido previamente planeada pelos pais, não existiam prendas junto à árvore de Natal, nem doces em cima da mesa. Por isso, passaram a noite de Natal junto à lareira a comer biscoitos e a cantar músicas natalícias. Mas esta foi a melhor prenda de Natal para o Rafael, porque nada superioriza o amor dos pais. E, nesse ano, mesmo com o divórcio dos pais, o Rafael concretizou o seu mais intenso desejo: um Natal em família.

Outros anos viriam e o Rafael teria de aprender a lidar com esta nova situação da sua vida. Ingrata, sim, mas igual à de tantos outros miúdos da sua idade. Mas aquele tinha sido assim e, no futuro, com certeza, saberia como agir…

Ana Cristina Almeida, Ana Isabel Silva, Ana Lúcia Silva e Cristiana Pinto (10ºC)

Um conto de Natal


Nem sempre os sonhos são impossíveis… Há que acreditar!

O Luís era um rapazito que morava numa pequena cidade, Livetodream, em que a característica de todos os habitantes era precisamente serem … sonhadores.

Na época de Natal, como sabemos, o sonho apodera-se ainda mais do ser humano e com certeza que o mesmo se passava com as pessoas de Livetodream ou ainda se acentuaria mais esta capacidade. Todos andavam alegres, sonhando com o presente perfeito que ofereceriam ou sonhando com aqueles que gostariam de receber.

O Luís tinha um sonho diferente do das outras crianças, pois desejava receber uma rena, mas os pais convenceram-no de que era algo impossível. Os seus amigos gozavam-no por ele querer uma rena como presente de Natal, dado que era a prenda mais absurda que alguém poderia desejar. Até o insultavam.

Os pais do Luís, depois de tomarem conhecimento do desejo do filho, inquietos por causa da sua tristeza, disseram-lhe para escolher outro presente, pois a rena estava fora de questão. Dececionado, Luís apenas pensava que todas as crianças deveriam ter direito à concretização dos seus sonhos. E não se convencia do motivo por que não podia receber uma rena pelo Natal, se esse era realmente o seu grande sonho. Assim, pensou que o único capaz de contribuir para a sua concretização seria o Pai Natal, já que ninguém o queria ver feliz e ainda por cima o ofendiam, o que tanto o magoava.

No dia seguinte, na escola, a professora sugeriu aos seus alunos que escrevessem uma carta ao Pai Natal, como era habitual. Luís aproveitou, então, para lhe pedir a rena. Só pensava no seu sonho e já não se importava com os comentários e risinhos dos amigos nem com a incompreensão dos pais. Aprendera a lutar pelos seus sonhos e era isso que faria até se esgotarem as suas forças.

Na véspera de Natal, de manhã, o Luís acordou ansioso para que chegasse o próximo dia. Ajudou a mãe a preparar a casa, pois iriam receber a família, na noite de consoada. Nessa noite, o Luís divertiu-se bastante a brincar com os seus primos, recebeu mimos de todos e abriu as suas prendas: um carro telecomandado, roupa, vários jogos e dinheiro, mas ansiava pela única prenda que o faria continuar a acreditar na magia do Natal. Divertiu-se bastante, durante o resto da noite, até que chegou a altura de ir para a cama. Acordou a meio da noite, levantou-se e verificou a casa toda, olhou pelas janelas, mas não avistava a Rena. Só pensava que o Pai Natal também o considerava louco.

De manhã, foi acordado por um autêntico alvoroço. A mãe disse-lhe que ele tinha uma surpresa à sua espera e levou-o para fora da casa. Lá estava a rena, não uma qualquer, mas a rena do Pai Natal.

Afinal, o Pai Natal tinha levado a sério o seu pedido e o mais importante de tudo é que, com a magia do Natal, conseguimos alcançar os nossos sonhos. O impossível pode tornar-se possível, basta acreditar!

Cristiana Almeida, 10ºB

“Um Sonho Encantado”


Martim, uma criança de 6 anos, vivia num orfanato desde os seus 8 meses, após a morte dos pais, num acidente de viação. Esta criança não sabia o que era pertencer e ter uma família real, por isso, ano após ano, na época natalícia, Martim escrevia uma carta ao Pai Natal a desejar imensamente que alguém, de alguma forma, concretizasse o seu sonho.

No dia 25 de dezembro, numa noite de lua cheia, em que o céu se apresentava estrelado e corria um aroma especial pelo ar, cheirando a esperança e a paz, Martim, como todas as crianças, e mais uma vez, ansiava pela chegada do Pai Natal. Mas, nesse ano, como por magia, aconteceu algo indescritível, pois a criança, que sempre acreditara na realização do seu sonho, recebeu aquele que considerava o maior presente da sua vida…

Martim ouviu um ruído estranho na sala em baixo e, corajoso, decidiu descer as escadas em pezinhos de lã. Surpreendentemente, avistou uma família a evocar o seu nome, o que já se tornara uma rotina, ao longo da sua curta vida, uma vez que já eram incontáveis as vezes em que ouvira pronunciarem o seu nome. Mas, até agora, tudo tinha sido em vão, tudo permanecia exatamente igual. Seria desta que escutaria as palavras sagradas? Restava-lhe somente a esperança…

De repente, escutou uma voz já típica naquele orfanato, que reclamava a sua presença: “Martim, vem cá!”. Era a sua coordenadora. Com o seu coração quente e aos pulos, foi ao seu encontro e, ao ver aqueles sorrisos, percebeu, de imediato, que a sua vida iria, finalmente, mudar e que a família Sá (era esse o seu nome) estava de braços abertos para o acolher, na sua vida e no seu coração.

Nessa mesma noite, Martim concretizou a sua quimera existencial: mudou de casa, passou o Natal com uma família, como sempre desejara (que passaria a ser, doravante, a SUA família) e iniciou uma vida repleta de amor e ternura, agradecendo, por isso, todos os dias, aquele milagre.

Agora, Martim tem 24 anos, tirou o curso superior de Psicologia e está a trabalhar no orfanato em que viveu, dando o seu próprio exemplo a todas as crianças que o rodeiam. Afinal, a esperança é a última a morrer e qualquer circunstância, por mais longínqua que pareça, pode mesmo realizar-se, bastando acreditar e sonhar! A nossa força íntima suplanta não todos, mas a muitos obstáculos da vida...

Andreia Rocha e Daniela Santos (10º B)

Pai Natal ou não, eis a questão!...


A barafunda estava instalada no Polo Norte. Desde que o Pai Natal havia anunciado que se encontrava muito velho para dar continuidade ao seu trabalho e que pretendia escolher o seu sucessor, formou-se, logo, uma tremenda competição entre os dois blocos: um liderado pelo Humberto e o outro pelo Jaime.

O Humberto era, para a grande maioria, o preferido, visto que era um jovem dedicado, muito responsável e trabalhador. Tinha um cabelo ruivo, grande e espesso, era muito alto, andava sempre com um casaco castanho-escuro e o seu olhar era, deveras, sério refletindo a pessoa que era, na realidade. Já o Jaime era o seu oposto. Era baixo, tinha uns grandes olhos verdes e andava sempre com roupa muito justa que deixava transparecer a sua grande barriga, que alcançara devido à sua gula por doces. Tinha um nariz grande e pontiagudo, um cabelo preto todo despenteado e uma barbicha grisalha. Espalhavam as más-línguas que só conseguira ser um dos concorrentes ao cargo pelo facto de seu pai ser um amigalhaço do Pai Natal. Se era verdade ou não, não se sabia. Mas a verdade era que, se havia alguém capaz de usar qualquer truque sujo para ganhar a competição, essa pessoa era o Jaime. E o Humberto já estava pronto para as surpresas que poderiam advir da parte do seu rival e até já tinha pedido a alguns dos seus colegas que prestassem atenção nele.

- Então, Humberto, é hoje! – disse Jaime tentando não se rir.

- A quem o dizes! Desejo-te boa sorte e que ganhe o melhor! – disse Humberto, tentando perceber o que o Jaime já havia tramado.

- Claro que, sem dúvida, vai ganhar o melhor. – disse Jaime com um enorme sorriso, enquanto comia mais um rebuçado – Até já, meu amigo. – proferiu, pausadamente.

Foram todos chamados pelo Pai Natal, para tomarem lugar na sua sala, a qual, outrora, servira para guardar os presentes, antes de serem colocados nas suas respetivas sacas para, posteriormente, serem entregues, por todo o mundo. A sala já nem parecia a mesma. Sacos, não se viam nenhuns, apenas quatro sofás espalhados pelos cantos da sala, inúmeras cadeiras no centro e mesas cheias de petiscos. Existiam, curiosamente, três cadeiras especiais com os nomes Humberto, Jaime e Pai Natal, nas quais se sentariam, porventura, os três.

Cerca de duas horas após o início da festa, o Pai Natal levantou-se e, ostentando um ar sério, transmitiu as seguintes palavras:

- Senhoras e senhores, duendes e renas, já decidi quem será o meu sucessor.

De repente, fez-se um enorme silêncio e ouviu-se:

- O próximo Pai Natal é... Jaime!

“Jaime?”, “Como é possível ser o Jaime?”, “Deve haver algum erro.” - foram as frases que mais se ouviram pelos cantos daquela sala. No entanto, o Jaime não estava nada espantado. Aliás, encontrava-se bem sereno… Mas o Pai Natal decidiu, está decidido… E, quanto aos motivos da escolha do Jaime para sucessor do Pai Natal, estes serão desvendados, num outro dia, já num outro Natal… Afinal, esta história não acaba aqui!...

Pedro Sá, 10º B

Prendas, prendas e mais Prendas?!?


Numa cidade igual a tantas outras, vivia um menino, o Miguel, muito mimado que teimava em alcançar, sempre, o que queria. Era um verdadeiro materialista, embora ainda de tenra idade. Por norma, já nem pedia brinquedos, exigia-os.

Numa sexta-feira, durante o decorrer de uma aula, a professora perguntou-lhe:

- Miguel, para ti, o que significa o Natal?

- Muita coisa … - respondeu, vagamente.

- Tenta descrever isso numa só palavra.

- Oh, isso é fácil: «prendas». Muitas e muitas prendas, montanhas e montanhas de prendas…

- Ai sim?.. – fez uma pausa, revelando um ar pensativo, e acrescentou – e os teus pais?

- A minha mãe diz-me desde criança: «- Meu filho, o Natal só existe para se gastar dinheiro e o resto é conversa…». Logo, para mim, um Natal sem prendas simplesmente não é Natal.

- Então, Miguel, eu vou contar-te a história de um colega meu que era como tu e tinha exatamente a mesma perspetiva do Natal. Ele costumava dizer que nunca lhe tinham dito que o Natal era, também, convivência, mas que não acreditaria mesmo se lhe dissessem. Hoje, creio que seria um homem diferente, se tivesse aproveitado mais a época natalícia com a sua família.

Tudo aconteceu quando, há dois anos, faltava pouco mais de dois meses para o Natal, sucedeu um trágico acidente de automóvel, do qual resultaram dois mortos. Eram os seus pais. Sofreu muito durante dias a fio. Mas o que mais lhe custava era que se aproximava o Natal e ele não iria ter prendas nenhumas. Quem iria pôr prendas no seu sapatinho, agora que não tinha pais e vivia num lar de acolhimento? Esta era a sua grande preocupação. Foi então que, quando menos esperava, aprendeu o verdadeiro significado do Natal. Tinha chegado a noite de Natal e ele permanecia, como sempre, rabugento. Mas, rodeado pelos amigos e auxiliares do lar, rindo, brincando, falando e partilhando experiências, acabou por mudar de ideias, apreciando o outro lado do Natal que desconhecia. E, sem dar por isso, mesmo SEM RECEBER PRENDAS, passou um dos Natais mais felizes da sua vida. Aprendeu mais nessa noite do que em tudo o que vivera, até então.

- Ó professora, acha mesmo que eu acredito nisso?! Se for preciso, e como é a professora, até inventou isso tudo agora. - disse o Miguel com ar de gozo, não acreditando numa singela palavra.

- Não, tudo isto é verdadeiro, esta história aconteceu mesmo. Acredita em mim…

O tema nunca mais foi focado na aula do Miguel, mas faltavam quase dois meses para o Natal, quando este recebeu uma terrível notícia. Os seus pais encontravam-se em coma devido a um terrível acidente de viação. De imediato, o seu pensamento recaiu na história que a professora lhe tinha contado. E, curiosamente, devido a essa fatalidade, o Miguel nunca mais pensou em prendas de Natal, pois o único presente, aquele que mais desejava, era a salvação dos pais e não sair de junto deles.

E, na noite de Natal, como por milagre, os seus pais acordaram. Só nesse Natal é que o Miguel percebeu que aquela história poderia acontecer a qualquer um e jurou que, a partir daquele momento, apenas importava o amor de seus pais, pois a família é o maior presente que se recebe na vida.

Kelly Silva, 10º B

Um Conto de Natal…


Estamos na época de Natal… Afonso, um rapazinho de 12 anos, andava radiante, porque, para ele, a chegada do Natal era sinal de prendas. Os pais tinham empregos bastante complicados e, por isso, o Afonso passava a maior parte do tempo em casa com a empregada. Para esta criança, o Natal tinha duas vertentes: a boa e a má. A primeira, porque recebia todos os presentes que desejava dos pais, o que sucedia não apenas no Natal, uma vez que a vida financeira dos pais assim o permitia. Mas, devido à complexa vida profissional dos pais, esta criança passava, quase sempre, o Natal em casa com a empregada e, por isso mesmo, sentia- se sozinho nesta época tão especial. Desconhecia o Natal do ponto de vista familiar como a maior parte dos seus colegas da escola. Todos os seus amiguinhos tinham inveja dele, quando apreciavam um novo brinquedo bem caro nas suas mãos, a que só ele tinha acesso. E ele, como é normal na sua idade, ficava sempre muito satisfeito quando recebia algo novo. Contudo, apesar de todos aqueles brinquedos que possuía, sentia também inveja de os amiguinhos passarem o Natal em família, em paz e harmonia.

A família mais próxima era pobre e, por isso, não tinha dinheiro para se exibiram, materialmente. O Afonso compreendia de tal maneira a situação que, por vezes, tomava a iniciativa de oferecer alguns dos seus brinquedos, que mal usava, aos primos, que ficavam radiantes, assim que recebiam algo novo, pois tal era raro em suas vidas.

Pouco antes do dia 25 de dezembro, os pais de Afonso comunicaram-lhe que, mais uma vez, não estariam presentes na noite de ceia, dado que iriam a um congresso, em Madrid. O filho, ao ouvir tais palavras, ficou deveras desiludido com os pais, por quase nunca estarem presentes, nas épocas mais especiais do ano. Foi então que lhes transmitiu que desejava passar o Natal junto da restante família, o que nunca sucedera.

No dia de Natal, juntou-se, então, aos seus familiares e reparou que os primos, mais uma vez, não tinham recebido nada naquele dia especial, ao contrário dele, que tinha em casa um monte de prendas. Então, teve uma ideia: ”e que tal se eu partilhasse os meus presentes com aqueles que não tiveram nada, neste Natal?” E assim o fez. Partilhou os presentes que tinha com os primos e contribuiu, assim, para a sua alegria. Quando regressou a casa, empacotou os outros brinquedos e, no dia seguinte, deslocou-se com a empregada a um orfanato com o intuito de oferecer os presentes às criancinhas que lá viviam.

Quando os pais voltaram, ficaram admirados ao presenciar o vazio debaixo da árvore de Natal, mas ficaram muito orgulhosos do filho pela ação cometida. Foi então que, de consciência pesada, lhe prometeram que, a partir daquele dia, estariam presentes em todos os momentos e, acima de tudo, passariam muito mais tempo com ele, porque, quem queiramos ou não, vida há só uma...


Cristina Almeida 10ºB

A minha utopia de Natal …


Nunca poderia imaginar o quão difícil é, para algumas pessoas, passar um Natal feliz, confortável e com o amor que merecem. Seria de esperar que, nesta época, todas as pessoas tivessem o direito de ter um Natal afortunado. Afinal de contas, Natal é Natal… É tempo de esperança, tempo de alegria. Nasceu Jesus, que veio para nos salvar e para fazer justiça no mundo, protegendo as pessoas boas. É também tempo de magia, uma época repleta de sorrisos e brincadeiras de crianças que esperam, ansiosamente, pelo Pai Natal, gritando pelo seu nome e esperando receber, nesta noite brilhante e mágica, dentro dos seus sapatinhos, copiosos presentes que as fascinarão, com certeza.

Tudo isto era o que a minha mãe me contava, antes de eu adormecer. E eu acreditava piamente. Era apenas uma miúda, ingénua e sem preocupações. Mas, agora que cresci, percebi que há coisas no mundo que são tristes e desagradáveis. Nunca poderia imaginar que a simples aletria e os suculentos sonhos que me enchem o estômago, todos os anos, e que adoro confecionar, esbanjando alegria, são, para essas mesmas pessoas, um verdadeiro banquete. Quem diria que há tanta fome, tanta miséria e tanta guerra entre os seres humanos?! E quem diria que o Pai Natal não existe? Pobres crianças que são como eu fui em tempos e que acreditam em magia e em renas voadoras.

Agora, percebo que a verdadeira magia do Natal é o amor e a paz entre os Homens. É a união e a partilha. É poder observar as famílias reunidas, satisfeitas, com os corações quentes e cheios de alegria. É ver todo o mundo de mãos dadas numa causa comum e só esta poderá acarretar a mudança do mundo e transformá-lo num Paraíso.

Porém, a verdade é que nada disto é a realidade. Esta é muito mais dura e mais agreste e não preenche, definitivamente, tais requisitos. Nem toda a gente pode ter um Natal minimamente aprazível e, por isso, devemos auxiliar quem está ao nosso alcance, porque o Natal é isso mesmo. É a cooperação, a alegria de ajudar e de poder voar nas asas dos sonhos, da liberdade e da imaginação. É poder brincar, rir, correr, abraçar, gritar, refletir e fantasiar. É imaginar o inimaginável. É conseguir sentir, sem orgulho ou preconceito, a dádiva do amor. É sorrir e fazer sorrir. É alcançar os céus e enxergar as estrelas mais brilhantes. É conseguir descortinar a esperança no meio de toda a infelicidade que existe no mundo. É atingir os horizontes com a extrema força dos sonhos. É sentir a harmonia e querer fazer parte dela. É viver a magia, de forma espontânea, e conseguir sentir, verdadeiramente, cada emoção que o Natal traz consigo. É ver o brilho nos olhos de alguém que teve a ventura de merecer o nosso auxílio. É estar afim de querer igualdade perante todos.

Enfim, é tentar e querer viver uma espécie de utopia que eu gostaria de ver na vida de cada um de vós…

Carla Almeida (10ºB)

Um Natal em Família…


Era uma vez dois irmãos gémeos que adoravam a quadra natalícia: o Telmo e a Telma.No decorrer da época de Natal, o Telmo gostava imenso de ir com o pai ao bosque buscar um pinheiro, em forma de cone, para árvore de Natal; por sua vez, a Telma, por rotina, deslocava-se com a mãe a uma loja, que ficava na esquina da rua, comprar os enfeites para a árvore de Natal. Nessa loja, os preços eram consideravelmente elevados e todos os anos, naquela família, se compravam enfeites novos, porque a Telma, como era louca pelo Natal, nunca os repetia, de ano para ano.

O preço dos produtos não era, realmente, problema para a família, pois o pai trabalhava numa empresa de venda de automóveis, por conta própria, e a mãe era veterinária na praça. No entanto, ultimamente, o pai não alcançava muitos clientes na empresa e a mãe fora despedida, há pouco tempo. Por isso, tentara arranjar outro emprego, mas a procura tinha sido em vão, até ao momento. Atendendo às circunstâncias, o pai era a única pessoa que, de momento, fazia entrar algum dinheiro em casa para o sustento da sua família.

Passados alguns meses, com a época natalícia prestes a romper, a mãe continuava desempregada e a empresa do pai acabara, como este bem suspeitava, por ir à falência. Corria o dia 11 de dezembro, o dia em que, por norma, o pai ia com o Telmo buscar o pinheiro ao bosque e a mãe com a Telma comprar as decorações à tal loja da esquina.

Apesar de viverem uma situação financeira complicada, os pais ocultaram-na dos filhos, de modo a não os preocupar, até porque era assunto de adultos e os filhos, por isso, nunca se aperceberam da realidade. Deste modo, os pais tentaram manter as rotinas natalícias. A Telma, como era habitual, quando entrou na loja, dirigiu-se, logo, à secção das novidades. Em casa, o pai vestira uma roupa velha e foi com o filho ao bosque buscar o pinheiro daquele Natal. Na loja, passado pouco tempo, a Telma já tinha consigo um carrinho de compras cheio de decorações até ao topo, num valor aproximado de 250 euros. A mãe, ao aperceber-se do exorbitante valor, embora tivesse implorado à filha que restringisse as compras, vendo a sua recusa, acabou por lhe explicar que não tinham dinheiro para suportar tanta despesa. A Telma compreendeu a situação explicada pela mãe e apenas levou consigo um novo Pai Natal, comprado a um preço acessível.

No final da tarde, já com toda a família em casa, o pai já tinha colocado a árvore de Natal e a Telma as luzes. Nos outros anos, a sua casa era a que mais brilhava pelas redondezas, mas este ano tinham optado, devido às circunstâncias, por uma singela árvore de Natal e umas escassas luzes espalhadas pela casa. A Telma nem quis aproveitar os enfeites de outros anos.

Alguns dias depois, chegara, finalmente, o Natal e, neste dia, a família costumava ir ao centro comercial comprar prendas, de forma compulsiva, mas tinham decidido, naquele Natal, permanecer em casa a ver um filme em família. Quando estavam sentados no sofá, a mãe perguntou aos filhos se estes não estavam tristes pelo facto de aquele Natal ser diferente e estes responderam: “Não, mãe, este é o melhor Natal que alguma vez tivemos. Estamos todos juntos e com muita saúde, o que mais podemos desejar?”.

É verdade!... O que interessa não são as luzes a brilhar no exterior da casa ou mesmo dentro, o mais importante mesmo é o brilho intenso que se espalha no coração de cada um…

Bryan Moreira (10º B)

A menina que, simplesmente, não gostava do Natal…


Numa terra muito distante, na qual as árvores e os animais falavam, havia uma enorme floresta de pinheiros. Estes eram, extraordinariamente, felizes, à exceção de um. Esse estava cansado de viver na floresta e queria que alguém o cortasse, pois gostaria de ser útil e de passar um Natal bem diferente.

Por essa razão, passava os dias a suspirar e a suspirar, mas nada! Acontece que, um dia, passou por ali uma linda menina que reparou que o pinheiro estava muito triste e perguntou-lhe, de imediato, o que se passava e este, calmamente, lá lhe contou o que lhe ia na alma. A menina, muito surpreendida com tais pensamentos e desejos, respondeu-lhe:

- Não estejas assim! O Natal não vale nada! Odeio o Natal! Aqui estás bem melhor, garanto-te.

O pinheiro, muito desapontado com estas palavras imprevisíveis, disse:

- Mas por que é que dizes isso? O Natal é lindo!

A menina respondeu:

- Tu dizes isso porque não tens a minha família. No Natal, andam todos de um lado para o outro e parecem “baratas tontas”! Não me ligam nada, parece que eu nem existo! Só pensam em prendas e mais nada. Mas sabes… o Natal não são prendas. O Natal é carinho, afeto, amor, alegria, solidariedade e tantos outros sentimentos de que, realmente, necessitamos para viver num mundo melhor. Enfim, o Natal é tudo menos bens materiais. O materialismo só perverte as pessoas, altera-lhes o pensamento. No entanto, hoje em dia, pelo que me apercebo, ninguém se lembra disso. Por isso é que EU odeio o Natal. Se queres que te diga, o Natal nem existe para mim, o que verdadeiramente existe é aquilo a que eu chamo: “a época das baratas tontas”.

O pinheiro, abismado com tamanha argumentação daquela minúscula miúda, ficou sem resposta. Porém, ficou a pensar no assunto e, de repente, teve uma ideia.

- E que tal se fôssemos os dois para o meio da rua demonstrar o que é, realmente, o Natal? Ajudando os que mais precisam, dando-lhes alimento, afeto, carinho, enfim, tudo o que de melhor existe, para que as pessoas possam saber e aprender o verdadeiro sentido da época natalícia?

A menina gostou imensamente da ideia. Cortou o pinheiro e colocou-o no meio da rua principal. Fez parar o trânsito e, com a ajuda de outros amigos, entoaram melodias de Natal e demonstraram a todos a sua perspetiva do Natal: a época mais bonita do ano, pela qual todo o mundo anseia, e que deve ser vivida intensamente e com muita felicidade. E, a partir daí, aquela aldeia passou a viver um Natal bem diferente, ultrapassando as mais remotas tradições.


por Inês Martins e Sara Santos (10ºB)