Era uma vez um rapaz que sonhava, todos os dias, em ser o Pai Natal, até que, um certo dia, conseguiu que o seu sonho se realizasse.
Na madrugada do dia 25 de dezembro, o rapaz vestiu-se de Pai Natal, pegou nas suas renas e começou a distribuir prendas pelas crianças bem comportadas. Contudo, passado algum tempo, a sua rena, a Rodolfinha, magoou-se seriamente numa pata. O rapaz ficou muito preocupado e começou a tratar dela, chegando à conclusão de que ela tinha de ficar parada, durante umas horas, e pôs-se a pensar: “Como é que eu, agora, vou para casa?”.
Estava ele com esta preocupação, quando chegou um anjo que lhe disse:
- Não te preocupes, porque isto vai resolver-se, num instante.
Mas o rapaz não conseguia deixar de se preocupar. Temia não conseguir sair dali e não puder passar o Natal com a sua família. O rapaz deixou a rena a descansar, dizendo-lhe:
- Eu volto, juro pela nossa grande amizade.
O rapaz foi andando pelo Pólo Norte fora até que encontrou um pó mágico e ele, muito contente, pôs a hipótese de que aquela substância poderia ser a salvação da Rodolfa.
Voltou para trás, ao local onde a tinha deixado a descansar do seu ferimento, mas já lá não estava e agora, sim, ficou muito preocupado. Olhou para um lado, para o outro e, de repente, vê a sua amiga rena com um pequeno duende, também ele amigo do rapaz. Estes conversaram e viram que a Rodolfa já estava bem melhor, após a colocação do pó.
Por fim, já podiam, de novo, seguir caminho…
De repente, ouve-se uma estrondosa barulheira. O rapaz jurava que escutava a voz da mãe a chamá-lo. E era mesmo verdade. Aquela aventura toda não passara, afinal de um sonho!!!
Não era realidade, mas sonhar alimenta a nossa alma! E é bom quando ainda nos permitem sonhar! E o anjo bem tinha razão!
Rúben Alves, 9ºA
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