Há muitos anos, numa pequena aldeia, vivia uma família muito pobre. O pai trabalhava na indústria, mas, quando chegava a casa, ainda trabalhava no campo, a ajudar a esposa. O casal tinha quatro filhas, todas elas menores. A mais velha já andava na escola.
Quando se aproximava a época de Natal, havia uma enorme alegria, apesar das dificuldades. No primeiro dia de dezembro, as meninas iam com os pais à montanha para arranjar um pinheirinho e musgo para fazer o presépio. Em casa, colocavam o musgo no chão com as figuras e faziam uma cabana pequenina de palha onde ficava o Menino Jesus, S. José e a Virgem Maria. Depois, enfeitavam o pinheiro com bolas cintilantes e de várias cores e com fitas brilhantes. Esse era o verdadeiro espírito de Natal para aquelas meninas.
Na véspera de Natal, a ceia era muito simples: bacalhau cozido com batata e couves. Para sobremesa, havia bolo-rei e pão de ló feito pela mãe.
Mas, naquela altura, as meninas não ficavam acordadas até à meia-noite. Deitavam-se mais cedo e, antes de irem para a cama, colocavam o sapatinho junto à lareira.
No dia de Natal, bem curiosas, acordavam muito cedo para verem os presentes que o Menino Jesus lhes tinha deixado. Não eram brinquedos caros, eram pequenas lembranças e alguns chocolates. Mas que alegria quando recebiam os presentes!
Às 11 horas da manhã, iam à missa e, quando chegavam, comiam uma boa refeição. À mesa, falavam sobre os presentes que tinham recebido e os pais juravam, mais uma vez, que o Menino Jesus lhes deixaria sempre presentes no sapatinho, desde que continuassem a ter um comportamento exemplar.
Era um Natal simples, mas muito, muito feliz… Antes se passasse o mesmo com todas as crianças!…
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