Era uma vez uma menina, a Miriam, que vivia numa casa de acolhimento, na qual se sentia muito sozinha, porque não tinha a atenção necessária e não era feliz. No dia de Natal, era sempre a mesma coisa. Recebia uma saquinha de chocolates o que, na idade dela, não era um presente significativo, porque tinha apenas 6 anos e precisava sempre de mais qualquer coisinha para animar o seu Natal.
O tempo foi passando e ela sentia-se cada vez mais sozinha. Até que um dia, como por magia, uma família, com muitos recursos financeiros, acolheu-a. Ela, por um lado, ficou contente porque iria ter uma casa, um pai, uma mãe e até um cachorrinho, o que nunca pôde ter; mas, por outro lado, não, pois esta poderia ser uma família sem tempo para lhe dar carinho e afeto e por isso receava a mudança na sua vida.
Passado algum tempo, com a sua nova família, ela foi-se apercebendo de que aquilo que tanto temera e que baralhara o seu pensamento não correspondia à verdade. A sua nova família nunca lhe faltara com nada e, sobretudo, amava-a incondicionalmente, acarinhando-a todos os dias.
Chegou o dia de Natal e a menina via a árvore cheia de presentes, mas não queria tocar neles, pois poderiam não ser para ela. Sara, a sua mãe, acordou e foi ao encontro da filha que estava encostada à janela a ver nevar.
- Então, minha querida? – disse a mãe. – Já viste os teus presentes?
E, ao dizer isto, apontou para todos os presentes que estavam debaixo da árvore. Os olhos de Miriam arregalaram-se, assim como os seus lábios esboçaram um enorme sorriso. Agarrou-se à mãe e perguntou:
- Mãe, estes presentes são todos para mim?
- Sim, meu amor. São todos para ti. Abre-os! Uns são meus, outros do teu pai, outros da tua avó, do teu avô,…!
Miriam abriu-os um a um, num estado de alegria contagiante. Para além de guloseimas, recebeu bonecas, peluches, jogos, … um mundo de brinquedos nunca visto até então. E a pequenita só tinha tempo e fôlego para dizer: ’’Obrigada, mamã!’’.
Diana Duarte, 10º C
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