Nem sempre os sonhos são impossíveis… Há que acreditar!
O Luís era um rapazito que morava numa pequena cidade, Livetodream, em que a característica de todos os habitantes era precisamente serem … sonhadores.
Na época de Natal, como sabemos, o sonho apodera-se ainda mais do ser humano e com certeza que o mesmo se passava com as pessoas de Livetodream ou ainda se acentuaria mais esta capacidade. Todos andavam alegres, sonhando com o presente perfeito que ofereceriam ou sonhando com aqueles que gostariam de receber.
O Luís tinha um sonho diferente do das outras crianças, pois desejava receber uma rena, mas os pais convenceram-no de que era algo impossível. Os seus amigos gozavam-no por ele querer uma rena como presente de Natal, dado que era a prenda mais absurda que alguém poderia desejar. Até o insultavam.
Os pais do Luís, depois de tomarem conhecimento do desejo do filho, inquietos por causa da sua tristeza, disseram-lhe para escolher outro presente, pois a rena estava fora de questão. Dececionado, Luís apenas pensava que todas as crianças deveriam ter direito à concretização dos seus sonhos. E não se convencia do motivo por que não podia receber uma rena pelo Natal, se esse era realmente o seu grande sonho. Assim, pensou que o único capaz de contribuir para a sua concretização seria o Pai Natal, já que ninguém o queria ver feliz e ainda por cima o ofendiam, o que tanto o magoava.
No dia seguinte, na escola, a professora sugeriu aos seus alunos que escrevessem uma carta ao Pai Natal, como era habitual. Luís aproveitou, então, para lhe pedir a rena. Só pensava no seu sonho e já não se importava com os comentários e risinhos dos amigos nem com a incompreensão dos pais. Aprendera a lutar pelos seus sonhos e era isso que faria até se esgotarem as suas forças.
Na véspera de Natal, de manhã, o Luís acordou ansioso para que chegasse o próximo dia. Ajudou a mãe a preparar a casa, pois iriam receber a família, na noite de consoada. Nessa noite, o Luís divertiu-se bastante a brincar com os seus primos, recebeu mimos de todos e abriu as suas prendas: um carro telecomandado, roupa, vários jogos e dinheiro, mas ansiava pela única prenda que o faria continuar a acreditar na magia do Natal. Divertiu-se bastante, durante o resto da noite, até que chegou a altura de ir para a cama. Acordou a meio da noite, levantou-se e verificou a casa toda, olhou pelas janelas, mas não avistava a Rena. Só pensava que o Pai Natal também o considerava louco.
De manhã, foi acordado por um autêntico alvoroço. A mãe disse-lhe que ele tinha uma surpresa à sua espera e levou-o para fora da casa. Lá estava a rena, não uma qualquer, mas a rena do Pai Natal.
Afinal, o Pai Natal tinha levado a sério o seu pedido e o mais importante de tudo é que, com a magia do Natal, conseguimos alcançar os nossos sonhos. O impossível pode tornar-se possível, basta acreditar!
Cristiana Almeida, 10ºB
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