Pedro morava ao lado do seu colega de turma, o João. A casa do Pedro tinha um jardim enorme, contrariamente à do João. A casa do João era muito velha, estava a cair aos bocados e os seus pais passavam grandes dificuldades. O Pedro era uma daquelas pessoas egoístas e João sentia-se muito inferiorizado, pois ele todos os dias chegava com brinquedos novos à escola e não emprestava a ninguém. Estávamos perto do tempo de comer rabanadas, bolo-rei e, principalmente para as crianças, o dia das prendas, o dia do Pai Natal vir às nossas casas com o saco cheio. Para Pedro, esse dia era absolutamente fantástico, para João, esse dia era normal. Era dia vinte e três de Dezembro e como todos os anos os pais de João avisavam-no que, mais uma vez, não iria haver prendas de Natal. O João dizia que não se importava, mas, muito pelo contrário, ele ficava muito triste. Como todos os anos, o João olhava pela sua janela e conseguia ver o grande arraial que ia na casa do Pedro, enquanto na dele as luzes estavam apagadas, não havia árvore de natal e nem uma única prenda. João chorava ao ver o Pedro a receber tantas prendas e ele não tinha nenhuma. Foi então que Pedro olhou para a janela e viu o seu amigo à beira da janela deprimido. Então, pediu a sua mãe para ir a casa do seu amigo. Pedro sentia-se muito mal com o que já lhe tinha feito e então decidiu ir pedir desculpa. Bateu à porta e João foi o que abriu. João ficou muito surpreendido com a sua presença na casa e perguntou por que estava ali. Pedro disse-lhe: “Venho aqui porque te vi a chorar e calculei que a tua família não estivesse a festejar o Natal, por isso queria pedir-te desculpa por não te emprestar os meus brinquedos na escola, agora … vai-te vestir e diz aos teus pais para virem também”. João acorda os pais rapidamente e diz para eles se vestirem. Dez minutos depois, o João e os seus pais estavam à porta da sua casa como tinha sido planeado pelos dois colegas. Pedro disse-lhes para o seguirem e levou-os para casa dele. A mãe do Pedro ficou muito orgulhosa com o ato que o filho teve e disse, com toda a sua força, para os pais de João e o João entrarem na casa como se fosse deles e gozarem aquele Natal de 2011 ao máximo. Pedro calculou que o João não tivesse tido um presente e como tinha muitos, por que não dar um? Foi isso que ele fez, deu-lhe o seu novo telemóvel, pois também sabia que o seu amigo não tinha. João arregalou os olhos e deu um grande abraço agora ao seu grande amigo Pedro. A partir daí os amigos ficaram inseparáveis. Solidariedade acima de tudo!
Mariana Martins Teixeira 9ºC
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