Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

O nosso conto de Natal


Os pais do Ricardo, um rapaz de 15 anos, iam sair na noite de Natal e, por isso, pediram ao tio que tomasse conta dos sobrinhos, o Ricardo, o João e a Paula, que eram mais novos do que o Ricardo. Quando o João e a Paula se foram deitar, o Ricardo e o tio ficaram na sala a ver televisão e a conversar. De repente, o tempo parou e eles não conseguiam ver, ouvir nem mexer-se, porque era o momento de o Pai Natal entrar em sua casa, para deixar os presentes. Como era muito desastrado, deixou cair a bola que fazia parar o tempo. Assim, o tio e o sobrinho voltaram a movimentar-se.


Quando estes olharam para a sala, viram a bola caída e o Pai Natal desmaiado. O miúdo pegou na bola e verificou que esta tinha quatro botões: um para parar o tempo; o outro para voltar a fazer o tempo andar; um outro para minimizar as coisas e o último outro para as maximizar. No entanto, o Ricardo desconhecia estas finalidades e, juntamente com o tio, iam tentando descobrir aquela geringonça. E iam vivendo experiências ridículas, mas divertidas. O Ricardo chegou a ficar do tamanho de uma formiga, o que valia é que dava para reverter a situação e tudo voltava ao normal.


Atendendo ao estado do Pai Natal, o Ricardo e o tio resolveram fazer o seu trabalho. Subiram para o telhado e encontraram o seu trenó e, através de uma consola, guiaram-no. Neste instrumento apareciam os ficheiros das pessoas a quem supostamente deviam entregar as prendas. Enquanto distribuíam os presentes, o João e a Paula acordaram. Já na sala, avistaram o Pai Natal no chão, mas não julgaram ser este o verdadeiro. Por isso, tiraram as luzes da árvore de Natal e prenderam-no a uma cadeira, tapando-lhe a boca com fita-cola.


Durante a distribuição, o Ricardo ficava no trenó, mas o tio demorava muito tempo, porque, sem o sobrinho saber, usava a bola mágica para diminuir o tamanho de peças de valor que estivessem em casa das pessoas, para as meter no bolso. Enquanto isso, noutro recanto, o Pai Natal acordou, a Paula destapou-lhe a boca e saiu um pedaço da barba do Pai Natal. Só aí é que a pequena se apercebeu que estava perante o verdadeiro Pai Natal e, seguidamente, até o alimentaram com bolachinhas e um chocolate quente. Já solto e saciado, foi invadido com a pergunta sobre o paradeiro do irmão dos miúdos e do tio. Mas o Pai Natal mostrou a sua ignorância, porque desconhecia quem eram e onde estavam. Só se lembrava do momento em que acordou preso àquela cadeira e com a boca tapada.


Quando o Ricardo parou na décima casa, o tio desceu e o jovem ficou na janela para apreciar o comportamento do tio, pois já estava desconfiado das suas demoras. Ao presenciar os roubos do tio, telefonou para a polícia e ao tio do Ricardo restou-lhe devolver tudo aquilo que tinha roubado ou, caso contrário, iria passar a noite de Natal à prisão. Mas não se livrou de cumprir uns serviços comunitários nos bombeiros.


O Ricardo voltou para sua casa de trenó, que mantivera escondido da polícia, e levou a bola do tempo. Entregou tudo ao Pai Natal e este, já recomposto, voltou à sua missão. O Ricardo foi com os dois irmãos para a cama e, no dia seguinte, bem de manhãzinha, acordou e deliciou-se com os seus presentes.

E, pouco tempo depois, os pais chegaram a casa.

André Dias, Bruno Nunes e Valter Rodrigues (9ºA)

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