Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Há sempre alguém…


Era uma vez um rapaz que vivia num velho barraco com o seu irmão mais velho e o seu cão Teddy. Na véspera de Natal, o João foi para a rua tentar ganhar algum dinheiro para a sua ceia de Natal, na companhia de Teddy.

Devido à queda da neve, teve de desistir da sua intenção e conformar-se em regressar a casa com o pouco que tinham alcançado. No trajeto para casa, passaram por uma mansão e repararam em toda a sua riqueza.

João tinha um violino. Através da sua música, muitas vezes, viajava bem longe, esquecendo o problema em que se tornara a sua vida. Nesse dia e nesse momento, ao mirar tanta abundância, decidiu tocar uma melodia com o objetivo de despertar a atenção das pessoas que lá viviam, procurando angariar alguma esmola.

Curioso, ao ouvir a música que entoava, o filho dos proprietários da mansão, avistou o João da janela do seu quarto e, encantado, implorou ao pai que comprasse o violino ao pobre rapaz. Mas o João nunca pensou nessa possibilidade e, como não desejava vender o seu violino, fugiu dizendo que não estava à venda, pois era uma herança dos seus pais.

Já mais calmo, parou de correr e caminhou, sem rumo, reparando numa casa velha, fria e suja. Viu uma senhora a chorar. Quando lhe perguntou acerca do motivo de tamanha tristeza, esta respondeu que não podia dar um Natal feliz à sua família, porque não tinha dinheiro.

Sensibilizado com a situação da senhora, voltou à mansão e, a muito custo, acabou por vender o seu violino, apesar de ser um objeto importante para ele. No entanto, o seu coração dizia-lhe que alguém precisava ainda mais de ajuda do que ele. Após este gesto tão humano, a senhora agradeceu a João, cheia de emoção, e o rapaz voltou para casa com o seu cão.

O pobre João podia não ter muito dinheiro, mas nada é mais importante do que a felicidade e, com este gesto, não só ficou feliz, como também pôde contribuir para a felicidade de outros.


Ana Pina|Daniela Ferreira|Diana Tavares - 10ºC

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