Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Conto de Natal

Males que vêm por bem


Eu tenho 15 anos e ando no 10º ano! Ai, que mal-educado! Nem me apresentei. Chamo-me João e o meu apelido é Neves. Eu adoro o Natal e também o Pai Natal. Não se riam. Ele existe mesmo. Não acreditam? Então, vou contar-vos uma história, que me aconteceu quando ainda tinha 13 anos. Querem? Então, está bem!

Era uma vez um rapaz com 13 anos, que odiava o Pai Natal, porque achava que tudo sempre fora uma grande farsa. Esse rapaz não queria mesmo festejar a véspera de Natal. Sentia-se pressionado a comer bacalhau, coisa de que ele nunca fora um fanático, e a trocar os presentes. Mas o pior de tudo era que o irmão, o Marco com 6 anos, não o largava, pois queria mesmo ficar na sala à espera do Pai Natal com leite e bolachas. Mas o que o fazia feliz no meio daquilo tudo era que ainda faltava um dia e que ainda tinha tempo de lhe tirar aquela ideia maluca da cabeça. Já no deitar da Lua, o João pensava no quão horrível o dia seguinte iria ser. No subir do Sol, o João pensava que o pesadelo já teria começado pois o seu irmão acordara-o. O pequeno-almoço fora rápido, pois era acólito, logo tinha que ir a missa. Nesse domingo, ele só vira pessoas com sacos na mão, uma enorme fila no Multibanco e criancinhas felizes. Ele não odiava aquilo, pois era, no fundo, uma cidade normal, a única diferença eram os enfeites de Natal. À tarde, não fizera grande coisa, era só ver o que dava no AXN, só um programa a gosto dele, Change It Up. Era um filme de comédia, mas não tinha grande interesse, mas, para passar o tempo, servia, pensava ele. Tocou o sino a anunciar o jantar. O pesadelo começara, era o que pensava. Comeu o bacalhau, mas, distraído com o final do “Reality Show”, não reparou que já eram 24:00. O seu irmão estava num canto da sala a dormir e os seus pais também já tinham ido dormir. No momento em que também ele dia dormir, o Marco, como tem o sono leve, ouviu e acordou. O mais misterioso é que não tinha sido por causa do João. Alguma coisa no telhado o acordara. Pensava que era o Pai Natal. Marco foi até ao alpendre e trepou como um macaco. O João, preocupado, foi atrás. O Marco quase caiu, mas João segurou-o. Já estavam mesmo a ver quem era! Com barbas brancas, gordo que nem o cinto lhe apertava a barriga e até mesmo com um depósito de renas. Só podia ser o Pai Natal! O João nem queria acreditar. O Marco entrou para o trenó. O João conseguiu deixar o Marco em casa, mas o João partiu com o Pai Natal. Ele adormeceu e acordou num grande quarto. Quando olhou para o lado, viu um duende, que lhe disse que, finalmente, havia acordado e que lhe explicou o acontecimento da noite anterior. No início, não tinha grandes afinidades, mas foi criando alguns laços de amizade. O Pai Natal adoeceu e o João demonstrou o seu carinho por ele. E o que aconteceu depois, perguntam vocês? Depois o João conseguiu voltar para casa, deixando a família feliz e aliviada por ele ter voltado e ter contado, especialmente ao irmão, a sua aventura com o Pai Natal.

Gostaram? Ótimo. Agora, dou-vos uma lição: nunca detestem o Pai Natal, pois não sabem que relação podem vir a ter com ele. ;)


Gabriela 8º B


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