Na sua casa, na Lapónia, na véspera de Natal, o Pai Natal via a lista de todas as crianças e reparou que tinha uma criança a menos, comparando com os outros anos. Esse menino tinha fugido de casa, porque tinha sido gozado na véspera de Natal.
O Pai Natal ficou surpreendido, pois era o menino mais bem comportado da sua lista e tinha passado a ser um dos piores. O rapaz andava na rua triste, visto que sabia que não ia receber prenda e também porque sabia que não iria ter coragem para voltar a casa. Os pais já choravam. Tinham perdido o seu “melhor” filho e também o único.
Ele sabia que tinha fugido para tentar ganhar o respeito dos colegas da sua escola, mas também sabia que estava a magoar os seus pais. O que ele queria mesmo era ser conhecido como o valentão da sua escola.
A meia-noite prestes a chegar e também quase a chegar o Pai Natal, para distribuir as prendas, e o menino sem saber o que fazer. O Pai Natal, distribuía as prendas, como tinha prometido a todas as crianças. Enquanto voava com as suas renas, viu o Fábio, o rapaz que tinha fugido.
- Olá, Fábio! – disse o Pai Natal, vindo do beco escuro.
- Sai daqui, eu quero estar sozinho! – respondeu Fábio irritado.
- Tens a certeza, Fábio? Não queres mesmo saber que eu sou?
- Diz e depois desaparece do meu cantinho!
- Sou o Pai Natal, o teu grande amigo, venho entregar a tua prenda. Mas, primeiro, explica-me o que se passou!
Ele tinha explicado ao Pai Natal tudo o que aconteceu e a principal razão da sua fuga de casa.
O Pai Natal, ouvindo tudo, acompanhou-o até a casa e ajudou -o a explicar tudo a seus pais. Depois de tudo esclarecido, ofereceram ao Pai Natal um copo de leite e bolachas, enquanto o Fábio abria os seus presentes. Ele reparou que o Pai Natal lhe entregara um envelope que continha a carta da transferência de escola. Esta era a prenda que Fábio mais queria, pois não queria voltar a ser desprezado na escola.
Fábio Paulino e Gonçalo 8º B
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