sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Sonhar ou não sonhar – eis a questão.

Alguém já disse que os sonhos comandam a vida e peço eu sempre que não deixem de sonhar.
Sonhos de olhos fechados e sonhos de olhos abertos.
Sonhos de olhos fechados não podemos evitar.
Sonhos de olhos abertos há quem consiga.
Sonhos de olhos fechados são lembranças do subconsciente.
Sonhos de olhos abertos são esperanças/ambições.
As ambições são desejos e patamares que devemos alcançar.
O poder de sonhar é incalculável.
Há os que sonham com os pés no chão e os que sonham com a cabeça na lua.
Mas será, assim, tão bom sonhar?
Neste mundo realista não há espaço para sonhos.
E sonhos não alcançados são desgostos, desânimos.
Valerá a pena sonhar?
Quando os sonhos nos enterram na desilusão e nos acabam com a vontade de sonhar…
E os sonhos desaparecem e então?
A vida não termina. A vida não são sonhos e os sonhos não são vida.
Então, toda a moral de «os sonhos comandam a vida» foi «pelo cano abaixo».
Talvez valha a pena andar de olhos abertos na vida e apenas sonhar quando eles estão fechados.

Catarina Brites
11º G

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Uma verdade mentirosa ou uma mentira verdadeira

Partindo dum principio moral,”…everybody lies…” (toda a gente mente), citado por “Gregory House”, personagem fictícia da serie televisiva ”Dr. House”, começo por pensar qual a necessidade básica de mentir? Talvez seja a necessidade básica de não dizer a verdade, e ao analisar este assunto preciso basicamente de usar as duas opções… sim, porque tudo o que vos falo (escrevo) pode ser ou não verdade, assim como pode ser ou não mentira. Mas chega de confusões, o que é preciso é ordenar critérios e organizar conceitos, para o uso da mentira. Toda a gente mente, e mente com direito a mentir, onde o único peso na balança da moral é a consciência de cada um, ou a falta desta. Mentir é um mal para um bem necessário, é a fuga ao confronto com as responsabilidades da verdade. Imaginem que um homem no leito da sua morte chama a sua mulher para dizer-lhe as suas ultimas palavras e diz, “… toda a minha vida eu te…”, e morre! Mas “eu te”, o quê? Te amei, ou odiei, te respeitei ou traí? Levará este homem uma grande e terrível verdade para a terra dos mortos, ou deixará uma pequena mas feliz mentira entre os vivos? O que será mais doce? Arquitectar uma mentira, trabalhá-la e aplicá-la num golpe teatral perfeito, ou encher-se de coragem e despejar friamente e sem aviso prévio uma verdade? Não quero ser advogado da mentira, mas acho injusto que atribuam uma patologia compulsiva a alguém que mente sistematicamente, e, no entanto, não há ninguém que use como sistema dizer sempre a verdade. Diverte-me imaginar como seria o oposto daquele concurso “Toda a Verdade”, seria “Toda a Mentira” ou “Tudo é Mentira”? Por qual unidade de medida se guiaria o polígrafo para funcionar nesta versão do concurso? Como seria a frase da “voz off”? – É verdade que é mentira, ou simplesmente, - É verdade... (delírios da minha imaginação) … adiante com o que é importante. Não poderia deixar passar o rótulo religioso colado no conceito da mentira, ao dizer que esta é pecado, porquê? Não será mais pecado, trazer à tona a infelicidade exposta pela verdade, do que pairar à nossa volta uma felicidade, ainda que encoberta por uma mentira? Ponham a mão na vossa consciência, avaliem os vossos valores, sintam-se moralmente confortáveis e usem, das duas opções, a que mais vos convém.

Óscar Almeida Turma S3A

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Denuncie. Lute. Ganhe.

Denuncie sempre que se sentir ameaçada. Lute contra aqueles que a querem fazer sofrer. Ganhe protecção, confiança e respeito.
Muitas mulheres sofrem em silêncio, por vergonha ou medo, e o número é arrebatador: em cada três mulheres, uma é vítima de violência doméstica. Sofrem durante anos abusos continuados, acabando por se habituar à ideia, conformam-se. Não podemos deixar que isto aconteça. Os responsáveis têm de ser punidos.
Morrem, no nosso país, 230 mulheres por ano vítimas de violência doméstica. Vamos, então, reunirmo-nos, lutar com este problema que atormenta milhões de mulheres e derrubá-lo. Temos de debater e descobrir uma solução para limpar estas estatísticas que atormentam o nosso país. Junte-se a nós e faça parte desta
revolta. Todas nós somos bonitas e ninguém tem o direito de nos corromper, não o podemos permitir.
Diga não à violência doméstica!

(Ana Rita Gaspar, 11º A – Texto elaborado no âmbito da sequência “Textos argumentativos e textos publicitários”, na disciplina de Português).