quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Indefinição

Há quem peça que a guerra acabe, há quem peça alimentos para acabar com a fome, há quem queira acabar com a poluição e há até mesmo quem dedique a sua vida a lutar por uma causa.
Eu peço que não me abandonem e que me deixem fugir... É apenas uma das inúmeras necessidades contraditórias de um ser humano que nasce, vive e acaba por morrer.
Necessidade de recuperar parte do tudo, encontrando, por fim, a capacidade de largar um sentimento que se apoderou de todos aqueles que disseram «sim» uma mísera vez. Sentimento esse denominado medo... Medo de tudo e de nada, do vazio e da multidão, da luz e da escuridão, do dia e da noite, da visão e da cegueira, do avançar e do recuar, do partir e do ficar, do começar ou do simples acabar.
É a existência da soberba falta de sentido. Quase como uma casa no meio do nada, uma rotunda no meio de um cruzamento, uma praia num dia de Inverno, uma criança perdida da mãe, … é simplesmente a vontade incontrolável do fechar d’uns olhos já saturados …
É unicamente o tempo em que se sente que se pode ganhar tudo e, no instante a seguir, perdoar esse tudo …
É quando se sente a vontade de voltar, lutar e desistir …
É onde se está seguro e, ao mesmo tempo, desprotegido …
É onde nada faz sentido e tudo perde a importância …
É, inexplicavelmente, o momento em que se descobre o limite! ...

Jéssica Costa (10º C)

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