Grande poeta luso
Num país cada vez mais confuso.
Homem destacado
No qual talento e simplicidade caminham lado a lado.
Pai, comerciante abastado,
A dureza da vida lhe passa ao lado.
Não é religioso,
Apesar de viver em tempo conflituoso.
Enquanto a epidemia afectava a capital,
A sua família refugia-se num lugar mais rural.
Passam dois anos, a peste vai embora
E Cesário Verde vê o seu regresso à loja.
Cidade - campo, campo - cidade
Foi assim durante certa idade.
Guarda profunda impressão,
A diferença entre os lugares cria-lhe alguma confusão.
Mas, sempre com o campo no coração,
Com 10 anos trabalhando ao balcão,
Sendo o pai o seu patrão.
Não se sabe onde estuda,
Mas faz o exame à língua lusa.
Menino poliglota
Também aprendeu a língua morta.
Curso de Letras não concluído, por dificuldade?
Mas conhece Silva Pinto, uma grande amizade.
Começando com os primeiros temas,
Vivia entre as ferragens e os poemas.
Foi no “Diário de Notícias”
Que surgiu a notícia:
Talento luso dava à luz mais uma vida.
Sem barba, olhar profundo,
Cheio de aspirações neste mundo,
Apesar de críticas de mal dizer,
Cesário não deixou de escrever.
Vítima de várias amarguras,
Seus irmãos morrem em desacertadas alturas.
Versejava como respirava,
Até quando dos poemas se afastava.
Em 1885, fica doente
E, com o passar do tempo, fica mais carente.
Para se tentar tratar,
Muda de lugar, muda de ar.
Em 1886, morre tuberculoso,
Talvez desgostoso,
Por não ter sido devidamente apreciado,
Depois da escrita ter inovado.
E, por sua má sorte,
Só foi reconhecido após a sua morte.
Ricardo Bastos (12º E)