terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Meras palavras


Hoje acordei sem ideias.

Talvez por ser domingo, não sei. Saí da cama e enfiei-me no sofá enrolada de cobertores.

Está um dia lindo lá fora, mas ainda não me apeteceu pensar no que vou fazer.

Ontem, fui ao sótão tentar encontrar uns livros antigos que lia quando era pequena. Em vez disso, encontrei umas pinturas minhas guardadas em caixotes e fotografias velhas, já desvanecidas pelo tempo.

A ideia de ir ao sótão buscar os livros acabou por me passar ao lado.

Fui depois ao jardim. Levei a máquina comigo, como faço sempre.

Não sei, mas tirar fotografias faz-me sentir viva e com vontade de tirar sempre mais até ficar perfeita.

Mas hoje não, hoje acordei sem ideias.





Sofia Moreira 11ºB

segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Uma menina inocente …

12 de Outubro de 2008

A vida, às vezes, não é como queremos que seja. Ser feliz é o nosso lema. Mas temos sempre de lutar por isso!
A história da vida “daquela menina” é muito estranha para alguns e demasiado normal para outros, pois a “tal menina” não foi, neste pequeno mundo, definitivamente, a única que viveu assim, daquela maneira.
Há 15 anos atrás, nasceu uma menina, vulgar como tantas outras. Filha de pai espanhol, que nunca se importou com ela, que nunca deu um simples carinho, um simples mimo, a uma menina inocente, como ela. Filha de mãe portuguesa, heroína, superior a qualquer medo, tudo fez pela filha, um verdadeiro símbolo de coragem e amor!
Para o homem a quem, por leis sociais, chamava de “pai”, só o dinheiro interessava. Traiu várias pessoas em seu redor, o que, para ele, era insignificante! A partir daí, a “tal menina” foi sendo ela própria, aprendendo com a vida, com os erros do tal pai, que nunca a apoiou.
Dedico esta simples, mas emotiva, história à minha mãe, a mulher da minha vida, pois sempre foi e será uma heroína, pelo menos no meu mundo …


Marta Pereira (10º C)

O herói que “apaga” o escuro

Vagueando por um túnel escuro,
Sentindo-se só e incapaz,
Reflectindo, julgando o passado duro,
Assim te encontrei, deixando-o para trás.

Ainda assim, os monstros me perseguem,
Como se o nosso sangue quisessem sugar.
Calma” É só quando sussurram “sosseguem”,
Porque o seu dom é fazer-nos calar.

O pôr-do-sol penetrava no horizonte
E o vento teimava em apagar o céu.
O que desejas mais que te conte?
Que tu, herói, me safaste do bréu?

Herói não é só quem salva.
O Herói sabe ouvir e sarar feridas.
O Herói deita sobre areia calva.
Herói é, simplesmente, o que ampara vidas.

Obrigada, por apagares a lua, para o meu dia não anoitecer.
Obrigada por seres o herói que apaga as feridas, sem doer.
Obrigada por deixares o céu, ávido, aprisionar as estrelas.
Obrigada por decifrares o que dizem, sem sequer questionar.
Obrigada …

És o grande herói que me tirou do túnel escuro, pelo qual, só pelo céu estrelado, trocaria, juro!

Joana Paiva (12º B)

O grito dos inocentes

A sociedade evoluiu! Muitas lutas já foram travadas, muitos objectivos já foram alcançados, porém há valores que requerem muito mais.
Estamos em pleno século XXI e, ironicamente, a dignidade e o respeito humanos ainda são abafados pela ambição e egoísmo do Homem. É a isto que chamamos evolução? Serão o crescimento económico e o desenvolvimento tecnológico as únicas vertentes desse progresso?
Actualmente, o Homem comum vive em sociedade, equilibrando a vida pessoal com a realidade que o rodeia. No entanto, nem sempre essa realidade é demonstrada e divulgada verdadeiramente. Há ainda muita pobreza e injustiça. São casos como o das crianças que morrem à fome, uma em cada 6 segundos, ou que trabalham horas a fio, condenando todo o seu futuro à miséria, cerca de 218 milhões, ou como o da dor silenciosa das mulheres massacradas, que recebem, como “recompensa” do seu árduo trabalho, uma vida oprimida e atormentada pelo medo, tudo para sobreviverem. Será que a época de escravatura já não deveria ter acabado? Como é que o respeito é apagado desta forma? Será que estas pessoas não têm direito a, realmente, viver?
O Mundo continuará assim, se o Homem não acalmar o desejo insaciável de controlar tudo à sua volta, não olhando a meios para atingir os seus fins. É urgente que os valores morais e humanísticos estejam em pé de igualdade, relativamente aos interesses económicos e afins. Antes de tudo, é o respeito pelos direitos humanos, a dignidade, a justiça e a paz que, realmente, fazem do planeta em que vivemos um lar!

Inês Pinho, Juliana Moreira, Patrícia Nogueira e Sara Guimarães (12º B)

Sem título

Ao longo da História, a posição social da mulher foi claramente definida, com determinados papéis apenas reservados aos homens, por se pensar que esta não se encontra ao mesmo nível que o sexo oposto.
É verdade que a mulher sempre foi desprezada, mas tal não significa que não tenha lutado pela igualdade de direitos. A prova disso é as várias conquistas da mulher, entre elas, o direito ao voto, ao exercício de poder e, a mais importante de todas, o direito ao trabalho, que permitiu, consequentemente, o direito a uma carreira profissional. Um exemplo de uma mulher que lutou pela afirmação da mesma é Susan Brownell Anthony que, em 1851, alcançou o direito ao voto por parte da mulher.
Faltam ainda muitas etapas para alcançar a total “liberdade” da mulher, das quais a violência contra a própria, sendo este o fenómeno democraticamente mais visualizado na sociedade, pois abrange todos os continentes, classes sociais e etnias. Esta violência contra a mulher não só é um completo desrespeito dos Direitos Humanos, como também pode ter consequências fatais, como é o caso de mulheres espalhadas pelo mundo que são violadas sexualmente, maltratadas e assassinadas, desconhecendo-se a razão.
Terá sido por puro prazer, por se pensar que a mulher não passa de um mero objecto sexual, destinada a satisfazer as mais assombrosas fantasias do sexo contrário? Será este o verdadeiro valor da mulher nos, tão evoluídos, dias de hoje?
Séculos de contínua desvalorização da mulher deixaram algumas marcas. Muitas mulheres ainda vivem dominadas pela dúvida de que sejam completamente aceites. Mas nunca desistiremos, porque metade do Mundo pertence-nos. A mulher é a união perfeita entre o sentimento e a lógica mais pura.
Andreia Fernandes, Sílvia Pereira e Tânia Lestre (12º E)

Eça e Cesário Duas Faces do Mesmo Portugal

Em 1845 nasceu Eça,
Em 1855 nasceu Cesário.
Passou-se o século XIX
E mantinha-se o Portugal precário.

Eça de Queirós e Cesário Verde,
Num Portugal oitocentista,
Fazem tão belas obras como
O alto da bela vista.

De um e outro só talento,
Que nas suas penas é redigido,
Com todo o esplendor
De um Portugal perdido.

Com "O Crime do Padre Amaro" e "Os Maias",
Eça mostrou o pecado
E "A Débil" sociedade portuguesa,
Com o orgulho amargurado.

Luís de Camões,
Orgulho de Portugal,
Levou Cesário a escrever,
“O Sentimento dum Ocidental”.

Em 1900 Eça morreu,
E, em 1886, com tuberculose,
Cesário faleceu.

André Ribeiro, Bruno Ferreira, João e Ricardo Moreira (12º E)

Poema de Homenagem a Cesário Verde

Grande poeta luso
Num país cada vez mais confuso.
Homem destacado
No qual talento e simplicidade caminham lado a lado.
Pai, comerciante abastado,
A dureza da vida lhe passa ao lado.
Não é religioso,
Apesar de viver em tempo conflituoso.
Enquanto a epidemia afectava a capital,
A sua família refugia-se num lugar mais rural.
Passam dois anos, a peste vai embora
E Cesário Verde vê o seu regresso à loja.
Cidade - campo, campo - cidade
Foi assim durante certa idade.

Guarda profunda impressão,
A diferença entre os lugares cria-lhe alguma confusão.
Mas, sempre com o campo no coração,
Com 10 anos trabalhando ao balcão,
Sendo o pai o seu patrão.
Não se sabe onde estuda,
Mas faz o exame à língua lusa.
Menino poliglota
Também aprendeu a língua morta.
Curso de Letras não concluído, por dificuldade?
Mas conhece Silva Pinto, uma grande amizade.
Começando com os primeiros temas,
Vivia entre as ferragens e os poemas.
Foi no “Diário de Notícias”
Que surgiu a notícia:
Talento luso dava à luz mais uma vida.
Sem barba, olhar profundo,
Cheio de aspirações neste mundo,
Apesar de críticas de mal dizer,
Cesário não deixou de escrever.

Vítima de várias amarguras,
Seus irmãos morrem em desacertadas alturas.
Versejava como respirava,
Até quando dos poemas se afastava.
Em 1885, fica doente
E, com o passar do tempo, fica mais carente.
Para se tentar tratar,
Muda de lugar, muda de ar.
Em 1886, morre tuberculoso,
Talvez desgostoso,
Por não ter sido devidamente apreciado,
Depois da escrita ter inovado.
E, por sua má sorte,
Só foi reconhecido após a sua morte.

Ricardo Bastos (12º E)

Aos alunos do 12º B

21 de Outubro de 2008


O encarar quem somos não é tarefa fácil e é, sem dúvida, um pouco complicado aceitarmos essa realidade.
Ninguém é perfeito e, quando pensamos que somos ou que devemos ser valorizados, é nesse preciso momento que todos nos ignoram, como se fôssemos uma simples formiga no seu caminho.
Contudo, existem bons e belos momentos da nossa vida, principalmente quando amamos e somos amados. O amor é algo abstracto, que se partilha, que nos faz crescer, que nos permite alargar os nossos horizontes e ver paraísos, é algo que nos faz viver e sentir que coabitamos num mundo de magia.
Mas a outra realidade é bem mais fria! A realidade de quando tudo acaba, a realidade de quando os nossos paraísos se transformam em “selvas”, a verdadeira infelicidade!
Porém, há sempre um sentimento que nos rodeia, mas que não substitui a dor: a AMIZADE. Com amizade, conseguimos “esconder a ferida”, mas não conseguimos esquecer o sofrimento.
O melhor sentimento de sempre já é falado e sentido desde os tempos mais remotos, não conseguindo este ser justificado, mas o ser humano tem necessidade de o sentir e de o viver.
Não é num simples parágrafo, nem num livro extenso que a sua definição irá ser explícita, clara e objectiva, pois a amizade não se justifica, não se define, mas sente-se! ….

Raquel Alves (12º B)