quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

FRUTA DA ÉPOCA

Diz-se de Portugal como um dos pioneiros da mundialização, esse fenómeno de intercâmbio generalizado de produtos e de gentes entre as diferentes partes do nosso Planeta, que nos deixa divididos entre o que de positivo e o que de negativo acarreta. Controvérsia à parte, é certo que me basta uma incursão ao quintal da família para estar num cadinho de frutos dos Tempos e dos Lugares.

Lá ao canto, junto ao muro de xisto, está a vetusta laranjeira, de que todas as gerações dizem lembrar-se de ver ali. Parece um símbolo de quando os Árabes estiveram na Ibéria e aqui a terão cultivado. Os portugueses levaram esta espécie até Terras de Vera Cruz e com tanto sucesso, que fez do Brasil um dos maiores produtores mundiais de laranja. Pelo mês de Maio, o aroma das flores da laranjeira inebria a atmosfera. Traz à memória cenas estivais da minha infância, quando as crianças da casa interrompiam as exauríveis brincadeiras e, quais heróis em clímax da conquista, se dessedentavam com as últimas laranjas que proporcionava. Já pelo Natal, as sumarentas e doces laranjas, em parceria perfeita com a canela do Oriente, aromatizavam os obrigatórios bilharacos da Ceia.

Nos antípodas da laranjeira, a sumptuosa cameleira de flores carmim expostas sobre a folhagem verde lustroso, impõe-se com elegância na nossa paisagem caseira de Inverno. Também é designada japoneira, numa reminiscência geográfica, pois terá sido trazida do Japão e doutras paragens asiáticas para a Europa, pela exuberância da sua folhagem e beleza das flores, que compõem um conjunto de grande formosura. Mais recentemente, acrescentámos uma cameleira de delicadas e suaves flores brancas, que nos faz perceber as palavras de Pedro Homem de Mello a propósito das camélias: “O perfume delas é talvez a cor”.

Lembrando-nos o tempo das Américas, desenvolve-se o maracujazeiro, em lugar soalheiro e onde pode enrolar as suas gavinhas, criando frescura com as suas folhas, exotismo pelas flores ditas da Paixão (em que a Natureza parece ter querido evocar os instrumentos da tortura infligida a Cristo), e apetite por aqueles deliciosos frutos purpúreos, quando maduros, os maracujás-roxos, os mais adaptados ao nosso clima. Dá luta o fruto ovóide: a casca grossa e a polpa viscosa são um desafio até ao deleite proporcionado pelo aromático suco vivo-ácido.

Parecendo uma protecção contra espécies em extinção, mantemos a ramada de uva americana, que, cadenciada pelas estações do ano, controla o conforto da casa, deixando chegar os raios de Sol no Inverno e criando refrescante sombra no Verão. Introduzida em finais de novecentos, a cepa da variedade americana veio dar alento às vinhas portuguesas, atacadas pelo oídio e pela filoxera. Actualmente está em absoluta decadência.

Falta dispor o kiwi, esse fruto estranho, coberto de pêlo, os componentes da polpa metodicamente dispostos, asiático, mas com nome de animal neo-zelandês, que tão rapidamente adoptámos. Brevemente também terá lugar no quintal, juntando-se à Fruta da Época, que chegou por invasões, conquista, explorações, maravilhamento!


Cristina Reis

Fevereiro 2008

terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

DESAFIO



Toma a imagem e constrói um slogan sobre o tema. Envia-o, devidamente identificado, para o nosso mail e prometemos publicar os mais criativos.

Os administradores

"Carta"

Já passa da meia-noite, chegaste do trabalho ainda há pouco e estás cansado. Passo o dia sem te ver e à noite estás a dormir. Para mim, és quase como um fantasma: deito-me a teu lado e quando acordo já lá não estás, desapareceste como se tivesse sido um sonho. Passaram-se anos da minha vida, os quais vivi em solidão, e não sei se ainda te amo, se ainda te quero, se ainda me amas e se ainda me queres. Não sei…penso que sim, porque sempre que estás fora, não paro de pensar em ti, sinto a tua falta e choro por ti. Talvez sejam saudades de sexo, amor, carência, não sei. Sei que não posso continuar assim e, se não me dás o que preciso, tenho de ir procurar a outro lado. Assim o fiz – talvez desta forma perceba se ainda te amo e se ainda te quero -, e aqui estou eu, neste sítio, nesta secretária, à espera dele, do meu refúgio, suja de rebolar naquele chão antigo, de me encostar a paredes escritas com óleo e de me deitar em colchões imundos. Parece que afinal não me conheces assim tão bem: eu nunca apreciei o teu dinheiro, o teu poder, o teu luxo, os teus vinhos, os teus escravos, a tua mansão, a tua roupa e as coisas que me dás. Eu quero viver, sentir a vida tal como ela é. Não quero ser mais uma na tua lista, mais uma parva que engataste num bar qualquer, um dia. Quero sentir os verdadeiros prazeres, o verdadeiro luxo que é a vida, não o que o teu dinheiro ou o teu poder podem trazer. Quero ser levada por um estranho, apaixonar-me por ele, viver com ele, morrer com ele, com o estranho. Alguém que me surpreenda sempre: ora me beija docemente na face, ora me trai por uma noite de sexo. Alguém verdadeiro aos seus sentimentos. Pede perdão de joelhos, ama-me nos meus dias de mau humor e diz-me que não nos seus. Aquele que não me resiste quando visto aquele vestido e me conhece sem saber o meu nome completo. Tanto quis, que assim o foi, mas mudaste. Já não és esse estranho, és mais um apanhado da fama, da ganância, da cobiça, da vaidade, da lógica por padrões e tradições. Sim, quero-te de volta, e sim, ainda te amo. Mas quero-te de volta, como antes, ou o teu fantasma serei eu.





Ana Rita Silva, nº216, 10ºB

domingo, 24 de Fevereiro de 2008

As novas tecnologias são inimigas dos gatos!



Ora aqui está uma conclusão óbvia. Basta reparar nestas duas fotos. Dantes, a minha gata Fifi adorava dormir sobre o meu velho monitor-contentor, com um enorme tubo de raios catódicos e uma ventoinha que expirava um ar sempre quentinho ao gosto dos gatos.

O monitor-dormitório da Fifi tinha também óbvias vantagens para o proprietário: nas longas noites de fazer testes à pressa ou de acabar um trabalho qualquer, tinha sempre a agradável companhia da bichana que, apesar de ter modos bravios e pouco sociáveis, vergava o seu mau feitio ao aconchego do calor informático. Há uns meses comprei um ecrã plano, sem me lembrar das nefastas consequências que o aparelhómetro traria para a qualidade de vida da felina.

Da primeira vez que a bicha me apareceu sobre a secretária, lesta para saltar para cima do monitor, nem imaginam a sua decepção: os bigodes, sempre afinados e sensíveis, descaíram ligeiramente, os olhos vivos contraíram-se na interrogativa e o miado de antegozo que lhe era habitual transformou-se numa breve lamentação desiludida. Pobre Fifi! És a última vítima da evolução das tecnologias! Em tempo de Web 2.0, a caminhar já para a 3.0, não haverá alguém capaz de inventar ecrãs planos com suporte para gatos?

Celestino Pinheiro

segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

"Fantasias de Mr.Mush"

Ontem, vivi um conto de fadas. Era, no princípio, a Cinderela. Mal a noite caiu, cheguei numa abóbora amarela ao salão de convívio. Fui recebida com um belo manjar, via-se que havia sido feito numa panela gigante, das bruxas, que, e mais tarde vim a descobrir, me envenenaram a bebida. Havia-me transformado noutra personagem, a Branca de Neve. Tinha tudo para ser ela: os 7 anões (que por acaso eram 8), a humilde casa, o pão, o vinho, menos a maçã. Essa havia sido substituída por outro alimento. Menos maduro que o vermelho, mais transparente que o sumarento. De sólido… pouco tinha, ingenuamente, não o conseguia identificar. Santa Branca de Neve, por natureza sou. No fim da ceia, os anões saíram, rumo ao palácio do príncipe, para outro tipo de festa e manjar e um dos anões desaparecera, havia sido raptado por um extra-terrestre que emergia das luzes dos candeeiros que iluminavam as ruas. E lá fui eu também, com a ajuda do príncipe e um anão, a arrastar-me pelo caminho, pois o veneno havia-me raptado a visão, a força nas pernas e o instinto de orientação. A Branca estava mais branca que nunca, nunca antes havia encarnado personagem alguma tão profundamente. Uma vez no palácio, sentei-me no trono dos convidados, os anões haviam-se espalhado pela sala e tornado apenas vultos no meu limitado campo de visão, resto do rapto temporário. Mas pouco tempo lá permaneci. Um demónio queria sair dentro do meu inocente corpo de menina e eu levantei-me procurando a ajuda do príncipe. Encontrei-o e ele guiou-me até ao lugar sagrado do seu palácio, aquele onde todos os males não resistem à harmonia que impera no ar e, obrigatoriamente, saem e desaparecem como por magia. Ele saiu e a Branca, Cinderela virou, com direito a abraço grátis do príncipe. Chora no seu ombro, pois sabe que não havia ser Cinderela para sempre, a Branca voltara ao de cima. Deparava-se com as consequências de ter um lado mau e feminino dentro de si: o demónio havia procriado e os frutos daquele amor maligno e profano floresceram. Branca ficara mais branca, perdera já alguma força, mas o consciente de si, arranjara adrenalina para lutar um pouco mais. Mais de 4 batalhas foram debatidas e eu consegui sair impune de cada uma delas. Não era meia-noite, nem era a Cinderela. Era ainda a Branca e eram onze e meia da noite e tinha de ir embora, não é que o seu vestido fosse transformar-se em trapos mas... um acordo, é um acordo. Para além de que a Cinderela morrera de vez, o príncipe havia-a abandonado e, sem ele, ela morre. Então só resta uma personagem, a Branca. Já estava atrasada, então fui a correr pelo bosque frio e húmido onde os grilos cantavam a canção de embalar do amor. Embalada estava e pelo embalo me guiava. A saída devia ser onde os grilos cantavam mais alto (não sei porque, mas achei que era). Tinha medo do lobo mau, mas a preocupação e a permanente tontura do veneno haviam-me abafado esse medo. Caminhei sempre em frente, e parei, à chuva. Parei durante horas, num sítio qualquer da estrada, cabisbaixa. Até que o conto acabara, havia chegado o motivo que me havia feito fugir para a Cidade Encantada, chegou para me levar de novo, para um novo filme de terror, amor, ficção, verídico, cómico. Um verdadeiro turbilhão de sentimentos habita na cabeça do único habitante da minha imaginação, o grande realizador de cinema Mr.Mush. FIM

Ana Rita Silva, nº216, 10ºB

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Um dia, troco de coração

Um dia, juro que troco de coração. Substituo o meu como se de um objecto se tratasse.

Afinal, o que é um coração? Não deveria limitar-se a bombardear o sangue para todo o nosso corpo? Mas não.

(In)felizmente um coração não é apenas isso. Dói e magoa-se.

O meu já está mais gasto de tanta dor. Mas não me importo. Nunca disse que não gostava da dor nem do sofrimento, aliás porque isso sempre fez parte de mim. Estou habituada.

Um coração gasto, uma troca e a história repete-se.

Basta retirá-lo de nós mesmos e procurar alguém que nos consiga arranjar um coração novo.

Já o fiz muitas vezes e, acreditem, não é assim tão difícil como todos julgamos. Dói, isso sim. Dói como todas as outras coisas. Dói de igual maneira quando sentimos que algo, que nos pertence, nos é retirado. Mas a dor é rotineira e todos nós, um dia, acabamos por aceitá-la.

E é com isto que vivo e vou sobrevivendo e, sinceramente, não me importo.

Mas prometi a mim mesma que, um dia, troco de coração e, então, não pretendo arranjar nem procurar um novo.

Já chega! Quero sentir o vazio, o nada. A dor. Mas, desta vez, de uma maneira diferente: a dor de não ter nada nem ninguém, nem mesmo um coração.

Porque, um dia, tudo se resumirá a isso mesmo: a não ter nada nem ninguém. Quando a tal coisa, à qual chamamos de coração, morrer.

Catarina Sousa e Liane Santos 11º D

14.02.2008

Mestres...

Desde que me lembro de «me pensar», que tenho uma profunda identificação e respeito por tudo aquilo que os meus pais, sobretudo a minha mãe, ‘plantou’ em mim. Não digo que tudo tenha dado ‘fruto’, conheço as minhas limitações e imperfeições, e disso faço jus à minha humanidade. A educação e instrução foram duas das vertentes desse plantio, pois a sua simples presença obriga-me, apesar de adulta há muito, a repensar continuamente as ‘coisas da vida’. Não há uma só resposta para um só problema, mesmo porventura para aqueles que levantamos dentro, e mesmo só, dentro de nós. A outra grande vertente é a «formação». É a formação que ainda me molda e alumia o caminho. Alumia o suficiente para me interrogar na presença do óbvio e das certezas alheias, de reflexões, diagnósticos, balanços… e para compreender que os ensinamentos que ‘colhemos’ ao longo das vidas e gerações, aquilo que também constitui a nossa tradição cultural, se origina e reproduz ao sabor do(s) tempo(s) e no seio da própria temporalidade. A cultura é temporalidade, ou seja, é o tempo que configura e reconfigura ensinamentos, à medida que os vamos, ou não, acolhendo e, sobretudo, partilhando. Assim, e para entrar no tema deste texto, sem ser subjectivista e/ou autista, fui dialogando ao longo da vida com quatro grandes tipos de Mestres. O Mestre para mim é aquela presença que sinaliza horizontes; não no-los identifica ou descreve: somos antes nós que lemos e vemos, ou não, aquilo que é sinalizado. Posto isto, reúno dentro das quatro categorias 1) o Mestre que nos sussurra o caminho por onde pensamos estar a ir; 2) o Mestre que sinaliza para onde queremos ir; 3) o Mestre que refere por onde não queremos ir; 4) o Mestre que nos sugere para onde devemos ir. Em todos os grandes tipos de ensinamento aí sinalizados e antecipadamente figurados, fui aprendendo que, com a primeira categoria de Mestre, nos apresentamos como centro de vontade, decisão, e acção. São momentos e experiências de escolhas, de auto-afirmação, de autoconfiança, de introspecção e vontade de definição. Por isso mesmo, coexistem os momentos de frustração, decepção, incompreensão, indefinição, dúvida, etc… Com a segunda categoria, reconfirmamos a nossa escala de valores, as nossas opções e abertura a novos projectos de vida e de vivência colectiva. Com ele, temos as compensações e o efeito ético-prático das nossas decisões e acções. É o tempo da construção/ edificação partilhada de ideais, projectos, utopias… Com a terceira categoria, a dor apresenta-se-nos de forma imediata, mas não terá sustentação para durar se aquilo que durar for a vontade de não nos reconhecermos no horizonte existencial, espiritual, racional e emocional que se nos acabou de abrir. Portanto, da mesma forma que emergiu, assim desaparece por acto de uma vontade. Com esta categoria de Mestre aprendemos aquilo com que não se convive ou co-habita. Pura e simplesmente daquilo nos desviamos, e na pior das hipóteses, fugimos! Estão em causa diversas tipologias de pessoas e espaços-tempos experienciados: as pessoas que nos enfeitiçam ou seduzem, as sonsas, as oportunistas, e finalmente as que, uma vez desmascaradas, viram a sombra de cada um, transformando-se em parasitas de projectos e sonhos alheios. Estas últimas adquirem, enfim, o seu poder máximo na(s) nossa(s) insegurança(s), falta de determinação, ou até vaidade. Com a quarta categoria, confrontamo-nos com os imperativos ou princípios éticos: são os momentos de confronto connosco próprios, de auto-análise e de reconstituição da experiência vivida como totalidade. E aqui os outros são primordiais pois é neles que se origina o primado do eu, da nossa identidade, do sentido do nós para nós. Pelos outros, portanto, reconfiguramo-nos, reconstituímo-nos sempre narrativamente, na medida em que é a própria narrativa um instrumento de re-articulação da realidade e da experiência vivida não como ela se verificou, mas antes como aconteceu: num misto de percepção, imaginação e memória. A memória é, assim, processo inesgotável de esquecimento de umas ‘coisas’ e lembrança (porque vontade de valorização) de outras. Daí a importância desta categoria de Mestre: somos só nós e os outros, indissociavelmente.

Stella Z. Azevedo

terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

A casa à minha frente

À frente do prédio onde eu vivo se encolhe uma velha casa. A sua velhice assemelha-se a uma senhora cuja juventude já fez as malas e partiu em direcção às novas gerações, deixando apenas enormes baús de memórias. Desabitada de gente humana, quem agora aí faz a sua morada é o implacável tempo que lhe deixa rugas, ranhuras.

Vivo num primeiro andar e, mesmo assim, consigo ver todo o seu telhado, inclinado, salpicado por manchas escuras. Os recantos das suas telhas servem de porto de abrigo aos pássaros, a algumas andorinhas, quando é altura, e a muitas pombas.

A velha casa é cercada por prédios, de ambos os lados. Tem, na sua parte esquerda, de quem olha da minha janela, um portãozinho e um minúsculo muro. Este último suporta uma caixa de correio tradicional. Literalmente. Com publicidade lá dentro e tudo. Sei disto porque, por vezes, os folhetos dos centros comerciais ficam metade dentro, metade fora da caixa de ferro.

Quem entra pelo portão depara, imediatamente, com umas escadas, que conduzem à porta da casa, tapetadas com ervas, ramos de árvores que já não existem, lixos variados. Certa vez, não sei por que motivo (ou talvez saiba...) tive de avançar o muro e as suas grades, para ir recuperar algo que tinha caído no semi-pátio. Olhei para as escadas e senti uma força que me puxou para subir um degrau, dois degraus que fosse. Sentir a escadaria, ou melhor, as escadas. Não o fiz, mas ainda hoje, quando páro e as observo com mais atenção, sinto o mesmo.

A casa não tem partes laterais, já o devia ter mencionado. É, simplesmente, “colada” aos prédios que a circundam. Portanto, quem a vê de frente, só vê e só pode ver a sua frente.

A parte direita da casa não me chama a atenção. É verdade, pode ser preconceito, e até, para os mais maliciosos, uma questão de ética, política, preferir a esquerda à direita. Os cépticos dirão que será uma questão pura e simplesmente de estética. Não sei.

Por estar tão habituada a tê-la à minha frente, não noto que seja diferente, mas, de facto, esta destoa do que lhe está à volta. Uma fotografia inadequada: prédios, algo imponentes, e uma pequena casa, velha, ao centro. Suspeito que tenha sido bela, grandiosa (quem sabe!) na sua adolescência e maturidade.

E sinto-a humildemente orgulhosa. Mantém-se, assim, de pé, fazendo frente a outro ser, a outro prédio, do qual a observo (sabe lá ela...) fascinada!

Manuela Almeida 12º A