Odeio que me tenhas feito engordar.
Odeio que me tenhas feito comer.
Odeio como sobrevalorizas as minhas “vozes”
e as deixas sós para “lutar”.
Odeio como me fazes feliz.
Odeio a forma como não me deixas chorar.
Odeio como impedes de eu me magoar!
Odeio como não me deixas morrer.
Odeio que “encaixes” na minha família.
Odeio quando discutimos.
Odeio que me levantes da escuridão.
Odeio que me dês “LUZ”.
Odeio que me tenhas roubado a minha depressão,
era algo que tencionava manter.
Odeio que tornes a minha vida melhor.
Odeio a forma com que “caio a dormir”.
Odeio que não me permitas sangrar.
Odeio, porque perdi a vontade.
Odeio, porque não estou em baixo (nunca mais!).
Odeio que me ergas tão alto!
Odeio ser tão preenchida com uma nova vida.
Odeio já não estar morta por dentro.
Odeio não ter mais trevas em redor
e nada mais ter, para te esconder.
Odeio-te, com cada fibra minha.
Odeio-te por todos os lados.
Odeio-te, tão silenciosamente …
Odeio-te sem um único som.
Odeio-te com paixão.
Odeio todos os teus actos!
O que mais posso dizer?
Odeio tudo em ti …
E odeio como me manténs no alto.
Odeio como não me deixas cair.
Mas o que mais odeio em ti
é que, na verdade, eu não te odeio.
Mesmo nada! …
7 de Novembro de 2008
Título original: “Hate you my best” (seis meses antes)
Ana Filipa Salgado (10º C) – autora do poema
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