Num dia, adormeci, mas renasci…
O príncipe chegou e por ali ficou.
Com um sorriso humilde, saudou-me
E foi assim que, naquele instante, me hipnotizou.
Confesso que deixei de ver o sol e a lua,
A noite e o dia.
Só via… o meu novo príncipe.
Este encantava-me
E eu, fascinada, só lhe sorria.
O mundo evoluiu, cresceu…
As pessoas iam e vinham…
As emoções apareciam e desvaneciam…
E o meu coração renasceu!
O amanhã chegava e eu ao espelho olhava:
Menina bonita e o príncipe encantado.
Os dias passavam e a vida continuava…
Para ela, ele era o seu espelho,
Embora repleto de veneno.
A rapariga cresceu e criança deixou de ser,
Mas semeou o medo que germinou,
não dando por nada…
Permitia que tudo acontecesse
Até que, um dia, tudo mudou...
Num dia acordei, mas morri…
Olhei em redor, mas o príncipe não apareceu.
Desvaneceu o brilho do olhar e a lágrima escorreu.
Parei naquele instante e permaneci presa ao tempo!
O escuro surgiu.
A luz desapareceu...
Tão escondida e pequenina estava, agora!
Sozinha, sem nada,
Consumida pela dor…
Largou as amarras do amor,
Revestiu as peles da revolta
E assim, por causa da imensa dor,
Reencontrou-se e modificou.
O medo fugiu, assim como as inseguranças.
Surgiu apenas a revolta e o sofrimento.
Desconfiava de tudo…
E, no fim, concluiu…
O mundo tornou-se o seu espelho negro.
Seu e único!
Daniela Henriques Santos