Sexta-feira, 9 de Março de 2012

(Sem título)

O céu está cinzento,
O sol está encoberto.
Eu já não aguento,
Este amor entre-aberto.

Eu estou a errar…
Esse teu lindo sorriso,
É destinado a brilhar.
Mas os meus lindos olhos,
Não são destinados a chorar.

Deixa-me sozinho,
Preciso de espaço.
Vai lá para o teu ninho,
Porque eu cá, já estou ao de laço.

Nome:
João Pedro Gomes de Almeida
Ano/Turma:
10ºH

Letras sobre o papel

As palavras que sinto,
São letras sobre o papel.
O sentimento que finto,
Esse, jamais será fiel.

A cada frase,
Um sentimento em questão.
Nada que eu não errasse,
Sem ter a tua mão.

Sinto a tua falta,
É verdade...
Mas tu não aparentas o mesmo,
Talvez seja felicidade.

Larguei-te, como se fosse um fim.
Hoje, preciso de ti, junto a mim.
O que hei de eu de fazer,
Se já não sinto que precises de mim?


Nome:
João Pedro Gomes de Almeida
Ano/Turma:
10ºH

Ouves aquele pum,pum,pum,pum?

É o pulsar do meu coração quando o vejo.

É a força, a animação dentro de mim.

Os seus olhos são um guia para não, para não me perder.

Aquela maneira de olhar que só ele sabe fazer, com aquele mistério que nem o melhor detetive sabe decifrar.

Desanimo quando não o vejo.

Vejo-o, sinto um alívio dentro de mim, mas ao mesmo tempo uma ternura que não se sente muitas vezes nesta vida.

Queria poder dizer que podia passar uma semana sem sentir a tua falta mas mentiria profundamente.

És tudo o que poderia querer.

Perfeição parece ser um traço característico da tua personalidade.

Os teus olhos são uma maneira para não me perder neste teu mundo.

Luciana Lopes

10º H

Horas, minutos, segundos.

Tic tac,tic tac, a uma velocidade lenta que parece ameaçar parar a cada segundo.

O meu corpo deseja sair dali a toda a velocidade derrubando tudo o que se atrever a desafiar-me.

Esta rotina repete-se dia a dia, não me importo, pois sei que a recompensa é graciosa, digna da minha impaciência.

Todos os movimentos me parecem demasiado lentos o que me torna ainda mais impaciente.

Toca, arrumo tudo nas maiores das pressas, não consigo esperar.

Descanso, sinto-me aliviada e penso uma, duas vezes no que....


Luciana Lopes

10º H

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Sofrimento

Sofrimento!

Quem és tu?

Uma simples palavra?

Ou mais do que isso?


Diz – me! Responde – me!

Seremos meros alvos de infortúnio?

Teremos a porta sempre aberta ao azar?

Não! Eu não acredito!


Na realidade, andamos enganados…

Porque… não acreditamos em NÓS!!!

Esta é a verdadeira razão por que

Julgamos sofrer TANTO!


Será justo existir sofrimento?

Sofrermos MESMO?


Acordarmos, tantas vezes, felizes.

Sim, sentimos o dia resplandecente,

Magnífico até…

MAS NUNCA

Afastamos aquele maldito pressentimento

De que algo trágico vai suceder

Que nos arruinará o tal dia

Que parecia ma – ra – vi - lho - so!


Serei só eu assim?

Por que não afasto tamanho pessimismo?

Deixa – me ser feliz…


Eu só sei que bastou aquela vez,

Aquele dia em que tanto sofri

Para desejar NUNCA mais sofrer.

NÃO QUERO! MAIS, NÃO!

Marta (10º B)

O angustiante espelho negro…

Num dia, adormeci, mas renasci…
O príncipe chegou e por ali ficou.
Com um sorriso humilde, saudou-me
E foi assim que, naquele instante, me hipnotizou.


Confesso que deixei de ver o sol e a lua,
A noite e o dia.
Só via… o meu novo príncipe.
Este encantava-me
E eu, fascinada, só lhe sorria.


O mundo evoluiu, cresceu…
As pessoas iam e vinham…
As emoções apareciam e desvaneciam…
E o meu coração renasceu!


O amanhã chegava e eu ao espelho olhava:
Menina bonita e o príncipe encantado.
Os dias passavam e a vida continuava…
Para ela, ele era o seu espelho,
Embora repleto de veneno.


A rapariga cresceu e criança deixou de ser,
Mas semeou o medo que germinou,
não dando por nada…
Permitia que tudo acontecesse
Até que, um dia, tudo mudou...


Num dia acordei, mas morri…
Olhei em redor, mas o príncipe não apareceu.
Desvaneceu o brilho do olhar e a lágrima escorreu.
Parei naquele instante e permaneci presa ao tempo!


O escuro surgiu.
A luz desapareceu...
Tão escondida e pequenina estava, agora!
Sozinha, sem nada,
Consumida pela dor…


Largou as amarras do amor,
Revestiu as peles da revolta
E assim, por causa da imensa dor,
Reencontrou-se e modificou.


O medo fugiu, assim como as inseguranças.
Surgiu apenas a revolta e o sofrimento.
Desconfiava de tudo…
E, no fim, concluiu…
O mundo tornou-se o seu espelho negro.
Seu e único!


Daniela Henriques Santos